
Integrantes da cúpula da Polícia Federal (PF) ouvidos avaliam como positiva e satisfatória a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de permitir que a corporação tenha livre acesso à ação relacionada ao Banco Master. Mendonça assumiu a relatoria após o afastamento do ministro Dias Toffoli do caso.
Segundo os investigadores, a decisão restaurou a normalidade do andamento do processo e permitirá a execução dos trabalhos investigativos, atendendo aos principais pedidos da PF de dar acesso dos autos aos policiais, permitir a extração e a análise de dados.
A avaliação é de que o nível de sigilo imposto anteriormente inviabilizava o acesso a informações essenciais, já que o compartilhamento de dados dependia de autorização prévia do relator.
O ministro reduziu o grau de sigilo do processo do nível 3 para o nível 4.



Mendonça também determinou que o material apreendido permaneça sob custódia nos depósitos da Polícia Federal. Toffoli havia decidido antes que os itens ficassem sob posse do STF e, posteriormente, determinou o envio das provas à Procuradoria-Geral da República (PGR).
“A adoção do fluxo ordinário de trabalho pericial da Instituição, bem como a realização de diligências que eventualmente se façam necessárias — como, por exemplo, a oitiva de investigados e testemunhas nas dependências da Polícia Federal — está autorizada, desde que respeitada a devida compartimentação das informações e a congruência com os princípios da preservação do sigilo e da funcionalidade”, afirma a decisão de Mendonça.
Toffoli deixou o caso após a PF solicitar sua suspeição. A decisão foi tomada por ele em reunião com todos os ministros, convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Junto ao pedido, a PF apresentou um relatório da investigação do Banco Master que apontou menções ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Com informações de Metrópoles.







