
A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) confirmou, na quarta-feira (31/12), que sete pessoas no interior do estado sofreram intoxicação após a ingestão acidental de metanol presente em bebidas alcoólicas adulteradas. O incidente, que reacende o alerta sobre os graves riscos deste tipo de contaminação, levou à proibição da venda de bebidas no município de Ribeira do Pombal, localizado a cerca de 290 quilômetros de Salvador.
Em 2025, o metanol foi identificado em bebidas alcoólicas no Brasil, resultando em pelo menos 10 mortes, casos de coma ou cegueira permanente. O metanol é uma substância com aparência, cheiro e sabor muito similares ao do etanol (álcool comum em bebidas), porém, sua ingestão é extremamente perigosa.
Sintomas e Riscos Graves à Saúde
O metanol é uma substância altamente tóxica, utilizada em processos industriais e ilicitamente adicionada a bebidas alcoólicas. Mesmo pequenas quantidades de bebida adulterada podem causar danos severos. Por isso, após a ingestão, o atendimento médico urgente é crucial, preferencialmente em menos de seis horas.
Os sintomas geralmente surgem entre seis e 24 horas após o consumo e incluem:
- Náusea
- Tontura
- Dor de cabeça
- Dores abdominais intensas
- Visão borrada ou com manchas
- Falta de coordenação motora
Em quadros mais graves, pode haver cegueira e coma. Embora os sintomas possam ser confundidos com os de uma ressaca, a evolução da intoxicação por metanol é rápida e progressiva, exigindo busca imediata por assistência médica.
O Que Fazer Diante de Suspeitas:
Procure um médico imediatamente.
Leve a embalagem da bebida ou uma amostra dela para o hospital.
Acione serviços de urgência, como o disque intoxicação da Anvisa (0800 722 6001).
Alerte outras pessoas que possam ter consumido a mesma bebida.
Tratamento Contra a Intoxicação por Metanol:
O tratamento deve ser iniciado com urgência, pois o organismo converte o metanol em compostos que acidificam o sangue e danificam tecidos. O protocolo inclui a administração de antídotos específicos, correção do desequilíbrio metabólico e, em casos graves, hemodiálise para eliminar a substância.
O principal antídoto é o fomepizol, um derivado alcoólico que atua bloqueando a enzima responsável pela transformação do metanol em ácido fórmico, que é tóxico para o nervo óptico e o sistema nervoso. Ele deve ser administrado em até 72 horas após a ingestão, sob orientação de uma equipe médica especializada.
Na ausência do fomepizol, o etanol farmacêutico pode ser usado, embora seja menos eficaz. O etanol atua fazendo com que o fígado priorize sua metabolização, retardando a conversão do metanol em formaldeído e ácido fórmico.
De acordo com o governo baiano, todos os pacientes intoxicados já receberam o antídoto. A vigilância sanitária municipal também interditou o estabelecimento responsável pela comercialização da bebida envolvida nos sete casos, como parte das medidas para conter novos incidentes.
Com informações de Metrópoles







