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O Pantanal segue sofrendo com as queimadas no bioma. Segundo boletim divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente, só na última semana 61.250 hectares do bioma foram queimados. Para se ter uma ideia, o número equivale a duas vezes o tamanho da capital mineira, Belo Horizonte.

De 1ª de janeiro a 7 de julho deste ano, 762.875 hectares foram atingido por chamas, representando 5,05% do bioma. O relatório traz ainda a informação de que todos os incêndios do mês de maio e junho foram causados por ação humana.

O Pantanal enfrenta a seca mais grave em 70 anos, intensificada pela mudança do clima. Ainda no período de janeiro a julho, 3.919 focos de calor foram registrados no local, sendo 79% deles no Mato Grosso do Sul e 21% no Mato Grosso.

Ações de combate

Dos 54 focos de incêndio registrados até 7 de julho, 30 foram extintos. Dos 24 ativos, 13 se encontram controlados.

Mais de 800 profissionais estão em campo no combate aos incêndios, sendo 452 das Forças Armadas (Operação Pantanal II), 286 do Ibama e ICMBio, 82 da Força Nacional de Segurança Pública e 10 do DNIT. No total, 15 aeronaves ajudam na operação.

Chuva ajuda a reduzir focos de incêndio no Pantanal

As condições meteorológicas em Mato Grosso do Sul beneficiaram o trabalho dos bombeiros.

Com céu encoberto, chuva leve de cerca de dois milímetros e temperatura máxima de 14°C, a mudança climática contribuiu para o combate ao incêndio em Corumbá.

De acordo com os bombeiros, a chuva leve não é suficiente para encharcar o solo ou extinguir as chamas, mas impede que o fogo se alastre.

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