A compra da Azul pela Gol ainda não chegou ao Cade, mas operação é considerada complexa — Foto: Divulgação

Azul e Gol iniciam venda de rotas compartilhadas, ampliando acordo de code-share. Possível fusão entre as empresas gera especulações. Novidades previstas para meados de agosto.

A Azul e a Gol iniciam hoje a venda de 40 rotas compartilhadas dentro do acordo de code-share anunciado em 23 de maio. Isso significa que clientes da Azul vão poder adquirir voos oferecidos pela Gol no próprio site da Azul — enquanto o site da Gol vai ofertar as rotas da Azul. As rotas que fazem parte do acordo são todas aquelas em que elas não competem diretamente.

O acordo começou há uma semana com 5 rotas e agora está sendo ampliado para 40.

A partir de meados de agosto, os sistemas das duas empresas vão incluir também mercados não sobrepostos — rotas onde elas não competem diretamente — mas com uma conexão. Isso vai permitir combinar em um único bilhete um trecho operado por uma empresa e o segundo operado por outra. Em um voo de Viracopos para Manaus com escala em Brasília, por exemplo, será possível adquirir no site de qualquer uma das companhias um voo em que a primeira parte da viagem seja operada pela Azul, com o passageiro seguindo viagem de Brasília para Manaus pela Gol.

Essa combinação de voos não sobrepostos com conexão vai ampliar o codeshare para 2,7 mil “oportunidades de viagem” diferentes.

Juntas, Azul e Gol realizam 1,5 mil decolagens por dia.

TRATATIVAS DE FUSÃO

O acordo de code-share tem sido interpretado como um passo para uma eventual fusão das duas empresas. Na semana passada, o jornal Valor Econômico reportou que a Azul teria sinalizado para fundos de investimento que pretende apresentar uma proposta para uma combinação de negócios com a Gol em até três meses, dentro do processo de recuperação judicial da companhia que tramita na Corte de Nova York. Após a reportagem e questionamentos da CVM, a Gol divulgou um comunicado informando que não há conversas com nenhum possível interessado em adquirir ou fazer uma fusão e que irá ainda abrir um processo competitivo para receber eventuais propostas — dentro das regras do Chapter 11, a lei de recuperação judicial americana.

Com informações de O GLOBO

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