Reprodução/RBS

O cavalo Caramelo, internado há mais de um mês no Hospital Veterinário da Ulbra após ficar ilhado durante a enchente no Rio Grande do Sul, recebeu um microchip com um número de identificação, uma espécie de “RG”.

Implantado por meio de uma injeção subcutânea, o microchip contém numeração possível de ser acessada em uma plataforma, e pode oferecer informações do tutor, espécie, cor, raça, medicações diárias, vacinas e características especiais do animal.

“Assim como nós temos o RG, um animal pode ter um microchip. A gente insere, por meio de uma seringa, e, a partir disso, ele vai ter esse pequeno dispositivo dentro dele. Vamos garantir segurança e responsabilidade tutorial”, disse o médico veterinário Thiago Müller, ao GHZ.

Ele explica que o microchip permite dar uma “voz” ao animal. “Com isso, ele consegue ‘explicar’ quem ele é”, comparou.

Microchip também será inserido em outros animais

Além do cavalo, outros equinos, cães e gatos que ficaram em abrigos após a cheia também receberão a tecnologia.

O coordenador do curso de Medicina Veterinária da Ulbra, em Canoas, Jean Soares, esclarece que o dispositivo não funciona como GPS, mas sim como uma forma de consultar os dados do animal, como forma de gestão.

“É uma tecnologia amplamente utilizada em países desenvolvidos e é fundamental para o controle e a gestão da saúde pública como um todo”, explica.

Cavalo Caramelo e a saga para achar seu verdadeiro dono

Após se tornar um dos símbolos de resiliência nas enchentes que atingem o estado do Rio Grande do Sul, ao ficar cinco dias ilhado em cima de um telhado, o cavalo foi resgatado e, desde então, está em tratamento no hospital veterinário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas (RS).

O animal foi salvo em 9 de maio e, segundo a instituição, de lá para cá, 11 pessoas reivindicaram a propriedade do animal. Quando foi resgatado, o cavalo estava 50 kg abaixo do peso ideal, mas já recuperou cerca de 30 kg. Ele também passou por revisão odontológica, além de outros cuidados, e passa bem.

De acordo com a Ulbra, a instituição recebeu mais de 3 mil animais para atender durante a tragédia no Rio Grande do Sul. A instituição afirma que os tem devolvido aos donos após alta médica e comprovação de propriedade.

Um homem identificado como Sérgio Padilha foi um deles. À Rádio Gaúcha o homem contou que conseguiu identificar algumas marcas do cavalo, porém a comprovação da propriedade ainda não ocorreu. Padilha disse que o cavalo ficava em sua chácara e que era montado por crianças.

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