
A mãe de Werlen Moitinho Vieira, gerente da produtora de funk e rap Damassaclan, afirmou que o filho teria sido executado injustamente após ser confundido por integrantes do chamado “tribunal do crime”, ligado ao crime organizado. Werlen está desaparecido desde o dia 21 de maio e é apontado como uma das possíveis vítimas encontradas em um cemitério clandestino descoberto na comunidade de Heliópolis, na zona sul de São Paulo.
Em vídeo divulgado nas redes sociais da produtora, a mãe do gerente afirmou que obteve informações que indicariam que o filho não teve participação em qualquer crime e teria sido acusado falsamente por outra pessoa.
“A gente conseguiu uma prova de que meu filho foi executado sem culpa de nada”, declarou.
Segundo o relato, um homem investigado por um assassinato teria atribuído a responsabilidade a Werlen perante integrantes da facção criminosa, o que teria resultado em uma execução equivocada.



Emocionada, a mãe do gerente fez um apelo para que o corpo do filho seja localizado.
“Não quero vingança. Quero apenas que devolvam o corpo do meu filho para que eu possa dar um enterro digno e ter um pouco de paz”, afirmou.
Cemitério clandestino
As investigações tiveram início após a descoberta de um cemitério clandestino em Heliópolis, onde quatro corpos foram encontrados enterrados. Até o momento, duas vítimas já foram identificadas.
Uma delas é o cantor de funk Jonas Barros de Oliveira, conhecido artisticamente como MC GG, de 25 anos. A segunda vítima identificada é Francisco Rubens Souza Cruz, de 46 anos, motorista que trabalhava para artistas da produtora Damassaclan.
A principal suspeita das autoridades é que um dos corpos ainda sem identificação seja de Werlen Moitinho. Familiares relataram à polícia que roupas encontradas no local pertenciam ao gerente desaparecido.
O quarto corpo encontrado estava enterrado há mais tempo e pode não ter ligação com o caso investigado.
Motivação ainda é investigada
A Polícia Civil ainda busca esclarecer a motivação dos crimes e identificar os responsáveis pelas execuções.
Segundo informações levantadas durante as investigações, Jonas teria recebido ameaças após recusar uma proposta de trabalho ligada a outra produtora supostamente associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa linha de investigação está sendo analisada pelas autoridades.
Menção ao caso MC Kevin
Após o desaparecimento dos funcionários, a produtora Damassaclan publicou nas redes sociais uma mensagem relacionando o caso à morte do cantor MC Kevin, ocorrida em 2021. A publicação sugeria que integrantes da produtora teriam descoberto informações sobre a morte do artista.
A postagem acabou sendo apagada posteriormente.
A investigação oficial conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu que a morte de MC Kevin foi acidental, sem participação de terceiros.
Investigações continuam
Werlen, Francisco e Jonas desapareceram entre os dias 21 e 22 de maio. Desde então, familiares aguardam respostas sobre o paradeiro das vítimas e a identificação dos corpos encontrados.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que trabalha para esclarecer as circunstâncias das mortes, identificar os autores do crime e confirmar a identidade das vítimas ainda não reconhecidas oficialmente.







