
A coincidência entre a Copa do Mundo de 2026 e o período de festas juninas abre uma janela de oportunidades para quem deseja aumentar a renda ou começar um negócio na área de confeitaria. A expectativa é de aquecimento do consumo em diferentes segmentos da alimentação, impulsionado por encontros familiares, transmissões dos jogos e comemorações típicas do período.
Para a gerente de Marketing do Grupo Queiroz, Helen Correa, o período exige planejamento por parte dos empreendedores, mas também já reflete um aquecimento da demanda nas lojas. Segundo ela, à medida que se aproximam os festejos juninos e o início da Copa do Mundo, cresce a procura por insumos, embalagens e utensílios utilizados por confeiteiros, restaurantes e pequenos negócios do setor de alimentação.
“Já estamos percebendo um aumento na movimentação de clientes em busca de produtos para produção de doces temáticos, kits personalizados e itens voltados para confraternizações. São empreendedores que estão se preparando para aproveitar as oportunidades criadas por duas datas muito fortes para o consumo, que são a Copa do Mundo e os arraiais”, destaca.
Helen observa que o movimento beneficia não apenas estabelecimentos consolidados, mas também pequenos produtores e confeiteiros que trabalham sob encomenda. “Datas sazonais costumam ser portas de entrada para muitas pessoas que desejam empreender. Quem trabalha com confeitaria pode criar produtos temáticos, kits personalizados e opções voltadas para confraternizações. Com organização e criatividade, é possível aproveitar o aumento da demanda para conquistar novos clientes e fortalecer o negócio”, afirma.
Para atender esse público, o Grupo Queiroz reforçou o abastecimento de categorias estratégicas para o período, como chocolates, confeitos, embalagens, descartáveis e utensílios voltados à produção de alimentos. “Nosso foco é oferecer suporte completo ao pequeno e médio empreendedor, especialmente em períodos de alta demanda. Trabalhamos com um portfólio amplo de produtos para que esses negócios estejam preparados para atender ao aumento do movimento com qualidade e agilidade”, explica Helen.
A confeiteira Taila Fonseca vê o momento como estratégico para quem deseja aproveitar as datas comemorativas para empreender. “Quando temos eventos de grande mobilização, como a Copa do Mundo e as festas juninas, as pessoas costumam se reunir mais, seja em casa, no trabalho ou em espaços de confraternização. Isso aumenta a procura por doces, bolos, sobremesas e kits personalizados. É uma oportunidade para quem já trabalha na área e também para quem deseja começar com um investimento menor”, afirma.
Segundo ela, o período de festas juninas é a grande aposta para os empreendedores, pois os produtos temáticos costumam ter boa aceitação nessa época. Entre as opções estão o morango do amor — fenômeno que conquistou o gosto dos clientes e que, segundo Taila, é a principal aposta da confeitaria para o período —, além de brigadeiros decorados, cupcakes, bolos personalizados, kits para assistir aos jogos e receitas inspiradas em sabores típicos dos arraiais, como milho, paçoca, coco e amendoim. “O morango do amor é a nossa grande aposta para este período e acreditamos que ele contribuirá para o aumento das vendas na loja”, destaca.
“Não é necessário começar com uma estrutura grande. O importante é escolher produtos que sejam viáveis para a sua realidade, fazer uma precificação correta e divulgar bem nas redes sociais. Muitas pessoas conseguem gerar uma renda extra significativa aproveitando datas sazonais”, explica.
Além dos produtos, a especialista recomenda planejamento antecipado, criação de cardápios temáticos, divulgação nas redes sociais e oferta de encomendas para aproveitar ao máximo o potencial de consumo durante o período. “Para quem deseja empreender, a combinação entre Copa do Mundo e arraiais pode representar uma das melhores oportunidades de geração de renda do ano”, conclui.
A coincidência entre a Copa do Mundo e a temporada de festas juninas em 2026 cria um cenário especialmente favorável para o comércio e os serviços. Enquanto a Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que a Copa movimente R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro, com gasto médio de R$ 619 por torcedor, os festejos juninos também figuram entre os eventos de maior impacto econômico do país. Em 2025, as festas movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões, impulsionando setores como alimentação, turismo e entretenimento. Juntas, as duas datas ampliam as oportunidades para empreendedores, especialmente nos segmentos de food service e confeitaria, ao mesmo tempo em que fortalecem tradições culturais que fazem parte da identidade brasileira.
Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o setor de food service no Amazonas projeta crescimento de até 20% no faturamento durante a Copa do Mundo. O segmento engloba estabelecimentos que produzem e comercializam alimentos para consumo fora de casa ou por delivery, como restaurantes, lanchonetes, bares, padarias e pequenos empreendimentos de alimentação.
O potencial de consumo também é reforçado por dados da Scanntech, empresa especializada em inteligência de mercado para o varejo. Com base nos resultados observados na Copa de 2022, a empresa estima que o ticket médio nas compras de alimentos pode crescer até 69% nas horas que antecedem os jogos da Seleção Brasileira, além de registrar aumento de 8,3% no fluxo de consumidores na véspera das partidas.







