Os números são referentes ao ano de 2022. Conforme o levantamento, o indicador cresceu 4,2% em comparação com 2019.

De acordo com o coordenador de habitação e sanemaneto da FJP, Frederico Poley, os números não incluem a população em situação de rua.

“O déficit é entendido como as habitações que não atendem às necessidades habitacionais mais básicas. É um indicador que demonstra a incapacidade de acesso da população à habitação com o mínimo de serviços adequados”.

Os dados mostram que o déficit habitacional é maior no Sudeste (2,4 milhões) e no Nordeste (1,7 milhão) e se concentra, principalmente, fora das regiões metropolitanas (3,9 milhões).

São Paulo e Minas Gerais, estados que têm as maiores populações, aparecem no topo da lista, com falta de 1,2 milhão e 556 mil habitações, respectivamente. Já o déficit relativo, isto é, em relação ao total de domicílios ocupados, é maior no Amapá (18%) e em Roraima (17,2%).

O problema predomina em domicílios com renda mensal de até R$ 2.640 (74,4%), chefiados por mulheres (62,6%) e pessoas pretas ou pardas (66,3%).

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