
O governo dos Emirados Árabes Unidos condenou o que chamou de “ataque terrorista” do Irã contra navio petroleiro do país que atravessava o Estreito de Ormuz. Em nota publicada nesta segunda-feira, a chancelaria emiradense afirma que o ataque configura pirataria e viola diretrizes do Conselho de Segurança.
Um navio da transportadora nacional da Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) foi atacado por dois drones iranianos enquanto tentava atravessar a passagem marítima. A ação não deixou vítimas.
Posicionamento oficial dos EAU
“Atacar a navegação comercial e usar o Estreito de Ormuz como ferramenta de pressão ou chantagem econômica é considerado ato de pirataria por parte da Guarda Revolucionária Iraniana e representa uma ameaça direta à estabilidade da região, de seus povos e à segurança energética global”, informou a chancelaria do país.
Desde o aumento da escalada da tensão no Oriente Médio, a relação do Irã com países do Golfo Pérsico enfrentam turbulências. Os países persas da região também entraram no radar de ataques iranianos, que passaram a alvejar:
- Bases militares dos EUA
- Estruturas energéticas nesses países
Demandas dos Emirados Árabes
A nota dos Emirados Árabes também afirma a necessidade de o Irã “cessar essas agressões”, incluindo:
- Compromisso total com a interrupção de todas as ações hostis
- Reabertura do estreito de forma completa e incondicional
- Garantia da segurança da região e da estabilidade da economia e do comércio globais
O incidente reforça as tensões geopolíticas no Oriente Médio e evidencia o uso do Estreito de Ormuz como ponto crítico de disputa entre potências regionais, afetando diretamente a segurança energética global e o comércio internacional.
Com informações de Metrópoles







