Tim de Waele/Getty Images

O governo dos Emirados Árabes Unidos condenou o que chamou de “ataque terrorista” do Irã contra navio petroleiro do país que atravessava o Estreito de Ormuz. Em nota publicada nesta segunda-feira, a chancelaria emiradense afirma que o ataque configura pirataria e viola diretrizes do Conselho de Segurança.

Um navio da transportadora nacional da Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) foi atacado por dois drones iranianos enquanto tentava atravessar a passagem marítima. A ação não deixou vítimas.

Posicionamento oficial dos EAU

“Atacar a navegação comercial e usar o Estreito de Ormuz como ferramenta de pressão ou chantagem econômica é considerado ato de pirataria por parte da Guarda Revolucionária Iraniana e representa uma ameaça direta à estabilidade da região, de seus povos e à segurança energética global”, informou a chancelaria do país.

Desde o aumento da escalada da tensão no Oriente Médio, a relação do Irã com países do Golfo Pérsico enfrentam turbulências. Os países persas da região também entraram no radar de ataques iranianos, que passaram a alvejar:

  • Bases militares dos EUA
  • Estruturas energéticas nesses países

Demandas dos Emirados Árabes

A nota dos Emirados Árabes também afirma a necessidade de o Irã “cessar essas agressões”, incluindo:

  • Compromisso total com a interrupção de todas as ações hostis
  • Reabertura do estreito de forma completa e incondicional
  • Garantia da segurança da região e da estabilidade da economia e do comércio globais

O incidente reforça as tensões geopolíticas no Oriente Médio e evidencia o uso do Estreito de Ormuz como ponto crítico de disputa entre potências regionais, afetando diretamente a segurança energética global e o comércio internacional.

Com informações de Metrópoles

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