
O criminalista Daniel Bialski confirmou nesta quarta-feira (5) que passou a integrar a equipe de defesa do banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que está analisando o conteúdo das investigações antes de definir quais medidas serão adotadas. Entre as possibilidades que permanecem em aberto está uma nova tentativa de negociação de um acordo de delação premiada, estratégia que já havia sido buscada anteriormente pela defesa do empresário.
Em nota, Bialski informou que foi contratado recentemente para atuar ao lado do advogado Sérgio Leonardo, que segue coordenando a defesa de Vorcaro. Segundo ele, a equipe ainda realiza um estudo detalhado do inquérito policial e dos demais procedimentos criminais relacionados ao caso para definir a melhor linha de atuação.
“Fomos recentemente contratados pelo Daniel Vorcaro para atuar juntamente com o Dr. Sergio Leonardo e equipe, na defesa. Neste momento, ainda estamos estudando o Inquérito e demais expedientes criminais instaurados para entender e escolher a melhor estratégia defensiva”, declarou o advogado.
A chegada de Daniel Bialski reforça a equipe jurídica responsável pelo caso e ocorre em meio às discussões sobre os próximos passos da defesa. Apesar da nova composição, Sérgio Leonardo permanece à frente da coordenação dos trabalhos, conforme já havia sido informado anteriormente.
Nos bastidores, a entrada de Bialski também levantou questionamentos sobre a possibilidade de Daniel Vorcaro voltar a buscar um acordo de colaboração premiada com as autoridades. A hipótese não foi descartada e dependerá da avaliação do material reunido durante as investigações e da estratégia que será definida pelos advogados.
Essa não seria a primeira tentativa da defesa de firmar um acordo de delação premiada. Advogados que já representavam o banqueiro apresentaram, em pelo menos duas ocasiões, propostas de colaboração às autoridades responsáveis pela investigação.
As tentativas, no entanto, não avançaram. Tanto a Polícia Federal quanto a Procuradoria-Geral da República entenderam que as informações apresentadas não traziam elementos inéditos ou relevantes o suficiente para justificar a homologação de um acordo de colaboração.
Pelas regras da legislação brasileira, um acordo de delação premiada depende da apresentação de informações consideradas úteis para o avanço das investigações, como identificação de outros envolvidos, esclarecimento da dinâmica dos fatos ou recuperação de ativos. Sem a oferta de dados novos e efetivos, as autoridades podem recusar a negociação.
Enquanto a defesa define sua estratégia, Daniel Vorcaro segue no centro das investigações conduzidas pelas autoridades. A expectativa é que a nova equipe jurídica avalie os próximos desdobramentos do caso antes de decidir se fará uma nova investida para negociar um acordo de colaboração ou se adotará outra linha de defesa ao longo do processo.







