
A apreensão do petroleiro russo Marinera, no Oceano Atlântico, por autoridades dos Estados Unidos, foi justificada nesta terça-feira (7/1) pelo chefe do Pentágono, Pete Hegseth, como parte do embargo imposto ao petróleo venezuelano. A operação, confirmada pelo Comando Europeu dos EUA (Eucom), ocorreu em águas internacionais.
Hegseth afirmou nas redes sociais que “O bloqueio ao petróleo venezuelano, tanto o sancionado quanto o ilícito, permanece em pleno vigor — em qualquer lugar do mundo”. Segundo ele, os EUA continuam a aplicar medidas contra navios da chamada “frota clandestina”, que, na visão de Washington, transportam petróleo venezuelano de forma ilegal para financiar atividades ilícitas.
O petroleiro, também identificado como Bella 1, foi apreendido no Atlântico Norte com base em um mandado expedido por um tribunal federal dos EUA. A operação contou com o envolvimento do Departamento de Justiça, Departamento de Segurança Interna e apoio do Departamento de Guerra, após rastreamento pela Guarda Costeira norte-americana (USCGC Munro).
Em uma entrevista anterior, no sábado (4/1), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou a política de Washington, declarando que o país continuará apreendendo petroleiros que transportem petróleo venezuelano e mirando embarcações supostamente envolvidas em contrabando de drogas. Rubio destacou que apenas o comércio de energia considerado “legítimo e legal”, conforme os critérios dos Estados Unidos, será permitido.
Rússia Reage com Dureza e Acusa Violação
Em resposta à interceptação, o Ministério dos Transportes da Rússia reagiu com veemência nesta quarta-feira (7/1), acusando os Estados Unidos de violarem a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982.
“Nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados nas jurisdições de outros Estados”, afirmou o órgão em comunicado. O ministério russo ressaltou que o Marinera possuía autorização temporária válida para navegar sob bandeira russa, emitida em 24 de dezembro de 2025, baseada na legislação russa e no direito internacional. Moscou sustenta que, em alto-mar, prevalece o princípio da liberdade de navegação, tornando a ação norte-americana ilegal.
Com informações de Metrópoles







