O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma) esclareceu que as empresas locais associadas, responsáveis pelo transporte fluvial de cargas via balsas (navegação interior), não aplicam a “taxa da seca” ou qualquer tarifa adicional para o transporte de produtos e mercadorias no Estado durante os meses de estiagem.

De acordo com o Sindarma, as informações divulgadas recentemente sobre a cobrança dessa taxa estão incorretas. A entidade ressalta que a cobrança mencionada se refere a empresas internacionais que operam no transporte de contêineres por meio de navios nos sistemas de cabotagem e longo curso, e que não são associadas ao sindicato.

O Sindarma destaca ainda que, historicamente, as transportadoras amazonenses têm desempenhado um papel crucial na integração do Estado e da região, seja no transporte de passageiros, seja no de cargas e bens essenciais, como o fornecimento de combustível para as usinas elétricas no interior do Amazonas.

Mesmo em momentos desafiadores, como durante a estiagem histórica de 2023, a navegação interior realizada pelas empresas amazonenses nunca foi interrompida. Esse serviço foi vital para o abastecimento do Polo Industrial de Manaus no ano passado, transportando contêineres no trecho entre Itacoatiara e a capital, em um momento em que os navios de cabotagem estavam impossibilitados de navegar. Importante salientar que essa operação foi realizada sem qualquer cobrança extra ou da chamada “taxa da seca”.

O Sindarma reafirma o compromisso das empresas associadas em continuar oferecendo um serviço eficiente e sem custos adicionais para a população e a economia do Amazonas, especialmente durante os períodos de estiagem, garantindo a continuidade do abastecimento e a movimentação de mercadorias essenciais para a região.

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