Foto: Reprodução/ Agência Brasil

Mais de 10 mil civis foram mortos na Ucrânia desde a invasão da Rússia em fevereiro de 2022, com cerca de metade das mortes recentes ocorrendo muito atrás das linhas de frente, anunciou, em Genebra, nesta terça-feira (21), o Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).A missão de direitos humanos da ONU na Ucrânia, que tem dezenas de monitores no país, afirmou que prevê que o número real de mortos seja “significativamente maior” do que a contagem oficial, já que o trabalho de corroboração está em andamento.

Isso inclui eventos nos primeiros meses após a invasão, como a batalha pelo controle de Mariupol, onde os moradores relataram um alto número de vítimas civis.

Marco sombrio

“Dez mil mortes de civis é um marco sombrio para a Ucrânia”, disse Danielle Bell, que lidera a missão de monitoramento.

“A guerra da Federação Russa contra a Ucrânia, agora entrando em seu 21º mês, corre o risco de evoluir para um conflito prolongado, com o custo humano severo sendo doloroso de se imaginar”, afirmou ela.

A grande maioria das mortes foi causada por armas explosivas com impacto em uma área ampla, como projéteis, mísseis e munições de fragmentação, segundo a ONU.

Cerca de metade das mortes nos últimos três meses ocorreu muito além das linhas de frente, disse a ONU, atribuindo esse fato ao uso de mísseis de longo alcance pelas forças russas e à explosão tardia de munições abandonadas. Moscou nega ter deliberadamente os civis como alvo.

Com informações de: Agência Brasil

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