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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (9) que as negociações com o Irã entraram na fase final e estabeleceu um prazo de até três dias para que um acordo seja alcançado. A declaração ocorre em meio a uma trégua considerada frágil entre Irã e Israel e diante da continuidade das tensões no Oriente Médio.

Segundo Trump, as conversas podem resultar em um acordo “muito, muito bom”, enquanto Washington tenta encerrar uma crise regional que tem provocado instabilidade política e econômica.

Apesar da suspensão oficial dos ataques entre Irã e Israel anunciada na segunda-feira (8), novos episódios demonstram que o cenário permanece delicado. O Exército israelense emitiu uma ordem de evacuação para moradores da cidade de Tiro, no sul do Líbano, devido ao risco de novos bombardeios.

No Irã, o principal aeroporto internacional de Teerã retomou suas operações após restrições temporárias no espaço aéreo provocadas pela recente escalada militar.

Israel também informou ter interceptado uma ameaça aérea proveniente do Iêmen, um dia após os rebeldes houthis reivindicarem um ataque contra território israelense e anunciarem medidas contra embarcações ligadas a Israel no mar Vermelho.

Tensão continua apesar da trégua

Embora os governos de Irã e Israel tenham anunciado a interrupção das hostilidades, ambos os lados mantêm discursos de alerta. Teerã declarou que responderá de forma mais severa a qualquer nova ofensiva israelense, enquanto Tel Aviv afirmou que continuará reagindo a ataques contra seus interesses.

Na segunda-feira, forças iranianas anunciaram o encerramento de sua operação militar após o lançamento de dezenas de mísseis contra Israel. A ação foi apresentada como resposta a um ataque israelense contra áreas ligadas ao Hezbollah na periferia sul de Beirute.

Mesmo após o anúncio da trégua, Israel realizou novos bombardeios no sul do Líbano, atingindo diversas localidades e provocando mortes e feridos, segundo autoridades locais. O Hezbollah afirmou ter realizado ataques contra tropas israelenses posicionadas em território libanês.

Nos bastidores, Trump teria alertado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre os riscos de uma retomada do conflito. De acordo com relatos divulgados pela imprensa internacional, o presidente norte-americano afirmou que Israel poderia ficar isolado caso decidisse ampliar novamente os combates.

O conflito regional, que se intensificou desde o fim de fevereiro, envolve não apenas Irã e Israel, mas também grupos aliados como o Hezbollah, no Líbano, e os houthis, no Iêmen. A situação continua sendo acompanhada com preocupação por governos e mercados internacionais.

A expectativa de um acordo ajudou a reduzir a pressão sobre os preços do petróleo nesta terça-feira. Após semanas de valorização provocada pelas tensões na região, os contratos internacionais registraram queda diante da perspectiva de diminuição dos riscos para o fornecimento global de energia.

Com informações de Metrópoles

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