Os moradores de Anori estão revoltados com a maneira como a administração do prefeito de Codajás, o médico Abraham Lincoln mandou o corpo do cantor Melvino de Jesus Júnior, 42 anos, líder do grupo Júnior e Banda, morto na noite do último sábado (29) na Festa do Açaí, para o município onde nasceu, dentro de uma caixa enrolada em um saco preto,

Em uma postagem no Facebook uma moradora manifestou toda sua indignação com o prefeito médico Abraham Lincoln.

Bem diferente de Abraham Lincoln, o prefeito de Anori, Jamilson Carvalho, providenciou transporte aéreo para trazer o corpo do cantor para Manaus, aonde familiares, amigos e fãs o aguardavam.

“Não entendo porque esse mesmo povo que minutos antes de sua morte, animou tanto, não fez nada. Pq do jeito que o corpo chegou, aqui parecia que tinha sido achado na mata ou em um lugar qualquer. Doeu, está doendo e vai doer muito em mim ainda enquanto eu lembrar dessa imagem. Um ser humano que foi levar alegria à um município, vir dentro de uma caixa. Eu falei CAIXA, isso é inaceitável. Sem falar que ainda vinha sangrando”, escreveu.

Revolta com a maneira como a administração pública de Codajás tratou o cantor, ela questiona ainda em sua postagem “Pergunto a vcs povo de Codajás, o gestor daí não é médico? Não podia fazer nada mais humano por esse ser? Vcs podem me perguntar: o que nós, quanto povo podíamos fazer? Eu respondo: muita coisa, primeiro exigir do gestor de vocês mais humanidade, exigir que esse que se diz gestor do município ter se quer conseguido levar o corpo desse ser humano até sua família, ou ao menos entregá-lo a eles, com dignidade e não dentro de uma CAIXA e sangrando”.

Ainda na postagem a moradora de Anori dispara: “Pois lembrem-se, foi vcs que o elegeram e tem todo o direito de cobrar dele. Hoje choro, mas não é de raiva, tristeza, alegria e nem de dor não; é de indignação mesmo”.

Rosangela vai além e diz que não fala apenas por se tratar de uma pessoa pública, o cantor Melvino Júnior, mas por ser um ser humano “isso basta”.

Ela afirma que se os moradores de Anori, onde Júnior, nasceu não tivessem se comovido.

“Peço mais uma vez desculpas ao povo de Codajás, pois isso poderia ter acontecido aqui em Anori, mas uma coisa eu garanto; JAMAIS, JAMAIS esse jovem teria sido tratado com tanta falta de humanidade. Pensem e repensem, precisamos sermos mais humano, seja com quem for, para quem for. Plante o bem sem olhar a quem”.

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