A Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (17), executa 38 mandados de prisão e 77 de condução coercitiva, além de 194 de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Goiás e Santa Catarina – na maior operação policial já realizada no país. O esquema era liderado por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. Executivos do frigorífico JBS foram presos.
Nota da Polícia Federal informa que “os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva”.
“Dentre as ilegalidades praticadas no âmbito do setor público, denota-se a remoção de agentes públicos com desvio de finalidade para atender interesses dos grupos empresariais. Tal conduta permitia a continuidade delitiva de frigoríficos e empresas do ramo alimentício que operavam em total desrespeito à legislação vigente”, diz a Polícia Federal.
Em quase dois anos de investigação, a operação apurou que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás “atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público”. Aproximadamente 1,1 mil policiais federais estão cumprindo 309 mandados judiciais, que incluem 27 de prisão preventiva e 11 de prisão temporária, mais 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas que participavam do esquema.
As ordens judiciais foram expedidas pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba/PR e estão sendo cumpridas em 7 estados federativos. O nome da operação é uma alusão à expressão p0pular que rotula a fragilidade moral, no caso agentes públicos que deveriam zelar e fiscalizar a qualidade dos alimentos fornecidos a sociedade.







