Após seguidas tentativa de sentar-se à mesa de negociação com o prefeito do município de Rio Preto da Eva (AM), Ernani Santiago (PROS), aos funcionários públicos municipais só restou uma saída para o impasse: paralisar a partir desta quarta-feira, 17, por tempo indeterminado as suas atividades.
E não é a primeira vez que, por absoluta falta de opção, o funcionalismo municipal cruza os braços por falta de pagamento e outros compromissos que se arrastam desde a administração do médico Luiz Ricardo de Moura Chagas que renunciou ao mandato depois de uma afastamento de 180, acusado de improbidade administrativa.
E na mesma linha adotada por Luiz Ricardo para administrar os destinos do município, o seu sucessor ignora os sagrados direitos dos servidores e chama os trabalhadores para a greve que, à contragosto, paralisou o município.
E não foi por falta de aviso.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rio Preto da Eva, na iminência de paralisação, chamou Ernani Santiago para uma negociação amigável, apontada como melhor alternativa como forma de evitar eventuais prejuízos para a rotina do município.
Mas o que fez o prefeito? Não deu a mínima e, hoje, aconteceu o que estava previsto: greve por tempo indeterminado pelo não atendimento de negociação e das condições de natureza econômica pactuada em acordo não cumprido.
De acordo com o sindicato dos servidores públicos de Rio Preto da Eva, entre as cláusulas que o prefeito se recusa a cumprir estão o pagamento fracionado de servidores sem a apresentação do calendário; atraso do pagamento de servidores de aproximadamente cinco meses, tais como os da Samu, laboratório e Raio x, e servidores da educação 40%, não fornecimento de equipamentos de segurança aos servidores da limpeza pública, descumprimento do TAC 001/20/2015, junto ao MPE, pagamento de gratificações em espécie a servidores, apropriação indébita dos consignados e não cumprimento do acordo sindical, ausência do plano de cargo e salário conforme a lei 2003.
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