Ontem, sexta-feira (17), a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) sediou uma Mesa Redonda sobre Inclusão Social na Educação com o tema Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O evento, realizado no Auditório Belarmino Lins, é uma atividade prática dos alunos de pós-graduação em Gestão e Produção de Eventos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Voltado para professores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e da Polícia Militar, o evento é resultado de uma parceria desses órgãos com a Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Amazonas (OAB/AM) e o Conselho Regional de Psicologia.
Segundo a professora da UEA, Sheila Lima, os parceiros acreditaram no debate por se tratar de um tema recorrente, haja vista que entre 3% e 6% da população mundial possui esse transtorno, que geralmente se desenvolve na infância e tende a acompanhar o individuo durante toda a vida. Trata-se de um transtorno neurobiológico que atinge várias partes do cérebro que geralmente causa falta de atenção, desinteresse, inquietude e impulsividade.
“A própria Unialeam acreditou na ideia e está no seu projeto futurista, assim como a Sead, porque está no escopo de capacitação dos seus professores e a OAB que tem sido um núcleo temático para tratar dos déficits e das inclusões”, disse Sheila Lima, ressaltando se tratar de um problema que preocupa pais, educadores e profissionais de saúde.
A aluna de pós-graduação de Eventos, Sheila Reis disse que a opção pelo tema decorreu das dificuldades enfrentadas pelas crianças com TDAH nas salas de aulas pelo fato de muitas vezes os professores não saberem lidar com a situação. “A criança não consegue ficar muito tempo parada, sem dar a devia atenção à aula, apesar de serem bastante inteligentes. Daí a necessidade de levar aos professores o conhecimento sobre o tema”, frisou.
Sheila Reis informou que no dia 1º de novembro foi aprovada a Lei do TDAH, Nº 054/2017, na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e foi para sanção do prefeito Artur Neto. “Vamos batalhar pela lei estadual, já que em nível nacional está em andamento”, sintetizou.







