Na tarde de ontem (17/08), a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) realizou o encerramento da 6ª campanha de imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), direcionada à bebês prematuros e crianças de até dois anos com cardiopatia congênita ou doença pulmonar crônica. O vírus, responsável por causar infecções respiratórias graves, como bronquiolite e pneumonia é combatido com a aplicação do medicamento de alto custo Palivizumabe, disponibilizado gratuitamente pelo Governo do Estado.
No ciclo de imunização de 2018, 329 crianças receberam a medicação, sendo 219 na Maternidade Ana Braga, 62 na Maternidade Balbina Mestrinho, 24 no Instituto da Mulher Dona Lindu e 24 na Maternidade Moura Tapajóz.
De acordo com Edilson Albuquerque, gerente das maternidades do estado, a intenção é otimizar o atendimento em 2019, com a inauguração de mais um polo de aplicação do Palivizumabe. “Manaus atende todo o estado. As crianças que vem do interior com cardiopatia crônica são encaminhadas para o Hospital Francisca Mendes. Nossa intenção é implantar um polo de atendimento também lá, facilitando a vida das mães e dos bebês”, disse o gerente.
Vida nova – Para a funcionária pública Hogla Rodrigues, ter o filho nos braços é uma vitória. O bebê, que está prestes a completar 1 ano de vida, agora com saúde, nasceu prematuro e passou três meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“Ele nasceu com 32 semanas, foi considerado prematuro extremo. O medicamento salvou a vida dele, porque não teríamos condições de comprar. Pesquisamos o preço e o valor era muito inacessível. Pela rede pública, ele conseguiu tomar as cinco doses que são necessárias para a cura completa. O que nos salvou foi a Palivizumabe”, contou a mãe.
Surto – A coordenadora do Programa Palivizumabe na Susam, Tatiana Carranza explica que o período chuvoso favorece a circulação do vírus. “O Amazonas é um local aonde chove seis meses. Nesse período nós temos surto do vírus circulado. Esses vírus, em contato com os nossos bebês, causam crises pulmonares. No caso de uma pneumonia grave, por exemplo, essas crianças poderiam levar sequelas pelo resto da vida”, explicou a médica.
A equipe que atua no combate ao vírus comemora o sucesso da campanha mais expressiva, desde o início das imunizações. “No primeiro ano nós atendemos 54 bebês e fomos engatinhando. Este ano chegamos a 329 imunizações e nossa meta é ter uma cobertura ainda maior ano que vem, vamos trabalhar para isso”, assegurou Carranza.







