O comandante da 12ª Região Militar da Amazônia, general de divisão Eduardo Pazuello, será temporariamente o secretário executivo do Ministério da Saúde, no lugar de João Gabbardo. O militar montará uma equipe-tampão na pasta durante a pandemia do novo coronavírus, enquanto o ministro Nelson Teich seleciona seu time definitivo. As informações são do site da “Folha de S.Paulo”.

De acordo com a matéria, Pazuello, está escolhendo nomes militares e civis. Toda essa equipe deverá ser nomeada em conjunto na próxima semana. O militar cuidará da administração e logística do combate à Covid-19, enquanto Teich se dedicará aos aspectos médicos.

Bolsonaro e Pazuello se reuniram por cerca de uma hora e meia no fim da manhã da terça-feira (21) no Hotel de Trânsito de Oficiais, no Setor Militar Urbano de Brasília.

A Folha diz ainda que pessoas envolvidas nas conversas informaram que a permanência do general no ministério é temporária e, terminada a missão, como os militares se referem ao caso, Pazuello volta a comandar a 12ª Região Militar.

Após a reunião com Bolsonaro para discutir a estratégia de atuação das pessoas que Pazuello está selecionando, o general foi ao Ministério da Saúde para conversar com Teich.

O nome do general é bem aceito pelos ministros palacianos, que ressaltam sua experiência em logística em ações de emergência, comprovada, segundo eles, em papéis que desempenhou nas Forças Armadas, como na Operação Acolhida —administrada pelo Exército para a recepção de imigrantes venezuelanos —, que comandou entre março de 2018 e janeiro deste ano.

Em 2016, ele foi coordenador logístico das tropas do Exército que atuaram nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro. E dia 8 de janeiro deste ano Eduardo Pazuello assumiu o comando da 12ª Região Militar, substituindo o general de divisão Carlos Alberto Maciel Teixeira, que estava no cargo desde março de 2016

A habilidade na área é apontada como essencial neste momento de pandemia em que é preciso habilidade na logística de distribuição de equipamentos e construção de hospitais de campanha, por exemplo.

Assim como Bolsonaro, o general de divisão Eduardo Pazuello passou pela Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), em Resende, Rio de Janeiro. Foi lá que, em 1984, formou-se como oficial de intendência, a área de logística do Exército. Em 2014, ascendeu ao posto de general-de-brigada e, em 2018, ao posto de general de divisão.

A indicação de Pazuello foi feita por ministros militares do governo, entre eles o general Augusto Heleno, chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Com isso, o Palácio do Planalto espera que a gestão da crise seja compartilhada entre a Saúde e outras pastas, com nomes de confiança de Bolsonaro.

A medida tem como objetivo evitar que a crise com Mandetta se repita no Ministério da Saúde. Bolsonaro ficou incomodado com a independência e com o protagonismo do ex-ministro à frente da crise. (Com a Folha de S.Paulo)

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