Estudou o ano todo, mas na hora do vestibular caiu aquele assunto que passou batido, que o aluno não compreendeu ou simplesmente deu “um branco” na hora da prova. O que fazer? Chutar com consciência. O coordenador do Curso Poliedro, Márcio Guedes, dá algumas dicas para ajudar na hora da prova.

Primeiro, como todo professor, Guedes aconselha: “o vestibulando precisa, no seu ano de preparação, focar em alguns pilares fundamentais para enfrentar o vestibular” diz. “Precisa desenvolver uma boa base teórica para ter condições de encarar as questões, já que as provas mais procuradas são conteudistas e exigem muito dessa formação teórica” .

O candidato também precisa ter a sua capacidade cognitiva bem trabalhada, afinal precisará ter atenção e bom raciocínio em provas com duração de quatro, cinco ou até cinco horas e meia, como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

E por fim o aluno precisa saber fazer prova – ser estrategista. “As provas de múltipla escolha, por exemplo, impõem ao aluno um tempo de 3 minutos por questão, na média. Imagine, no caso do primeiro dia do Enem, em que o exame cobra 90 testes e uma redação em 5h30min?  O estudante precisa ser muito organizado, estrategista e com muito controle emocional para lidar bem com todo este volume de trabalho dentro do tempo que é dado”.

A estratégia é ter uma conduta racional na execução das provas, uma forma de garantir que consiga ler e realizar todas as questões. A falta de tempo, que é algo que pode ocorrer, pode levar ao “chute”, mas até para “chutar” é preciso ter uma boa estratégia.

Chutar no Enem é um pouco complicado. “O exame utiliza como base, para os cálculos das notas finais, o tipo de questão que o aluno acertou e errou – e não somente quantos pontos fez”. As provas do Enem são organizadas com uma mistura de questões fáceis, médias e difíceis, de forma equilibrada. O cálculo final considera e “avalia” quais os tipos de questões o candidato acertou e errou. É o que eles chamam de “Coerência Pedagógica”. Se um aluno errou uma questão fácil e acertou uma questão difícil, na análise do Enem isso não tem Coerência Pedagógica.Este aluno tende a ter uma pontuação menor, se comparado com alguém quase idêntico que fez o contrário.

Por isso a forma mais adequada e simples de fazer a prova é seguir a regra clássica de atacar as questões fáceis primeiramente, pulando as médias e difíceis — isso deve ocorrer no que chamamos de primeira leitura. Assim, nessa primeira leitura ele foca no que é fácil para o estudante — garante os pontos que não podem ser perdidos.

Na segunda leitura, o aluno retorna em questões que ele já leu, já tentou resolver e foram classificadas como médias ou difíceis. Foco total em eliminar as questões que são possíveis de responder, mas são mais demoradas. E por fim, na última leitura, o candidato deve retomar as mais difíceis.

Se o tempo estiver acabando, o jeito é chutar. “Seguir a regra acima garante que se houver “chute”, este será dado nas questões difíceis e não em questões fáceis. Isso se enquadra na coerência pedagógica que citamos e ajuda na pontuação do aluno”. A dica também vale para os vestibulares.

“Não respeitar essa regra pode gerar um comprometimento do tempo total, o aluno fica preso em questões que deveria pular. Pode ter que “chutar” questões que são fáceis e estavam mais adiante na prova”, observa. “Se neste chute, errar a questão fácil, sua nota é comprometida pelo cálculo do Enem”.

Para conseguir ler e selecionar as questões, o estudante precisa manter a calma e ter frieza na hora da prova para tomar as melhores decisões. (Portal R7)

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