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Após cancelar show de Gusttavo Lima, na noite de sábado (28/5), a cidade mineira Conceição do Mato Dentro precisou desembolsar R$ 1,2 milhão, mesmo sem a apresentação do cantor. Isso porque o contrato firmado entre a prefeitura e o Embaixador, como o artista é conhecido, previa R$ 600 mil no ato da assinatura, que já foi pago, e o restante seria quitado cinco dias antes do evento.

Além disso, em caso de cancelamento a multa imposta era de 50% do valor global.

O anúncio do cancelamento do evento foi divulgado nas redes do prefeito da cidade, Zé Fernando (MDB). Em vídeo, Fernandes afirma que a festa da qual o cantor era atração foi envolvida em uma guerra político-partidária. Quando Lima apareceu como estrela da 30ª Cavalgada do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) começou uma investigação para apurar o valor que seria pago pela atração.

“Infelizmente, nós vamos ter que adiar a vinda do Embaixador e também de Bruno & Marrone, por questões eleitorais, que tentaram envolver a nossa cidade e a minha honra pessoal. E nós não vamos permitir que sejamos envolvidos em questões que não nos representam”, enfatizou.

Além da apresentação do Embaixador, o prefeito cancelou também a da dupla Bruno & Marrone, prevista para junho. A cidade já tinha pago 50% do cachê de Bruno e Marrone. 25% foi pago na assinatura do contrato e outros 25% quitados no último dia 11. O restante seria pago no dia 15 de junho.

Assim como no caso de Gustavo Lima, a multa pelo cancelamento da dupla, sem justificativa, resultaria no valor de 50% do contrato. Ou seja, a cidade também arcará com o valor integral da apresentação dos cantores, de R$ 520 mil.

Em defesa, o prefeito Zé Fernando negou o pagamento aos artistas e o contrato que ele mesmo assinou. (Metrópoles)

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