De acordo com a denúncia, os crimes foram cometidos contra a mulher grávida e com violação do dever inerente à profissão de médico anestesiologista. Para preservar e resguardar a imagem da vítima, o MP-RJ requereu sigilo no processo, bem como a fixação de indenização em favor da vítima, em valor não inferior a 10 salários mínimos, considerando os prejuízos de ordem moral a ela causados, em decorrência da conduta do denunciado.
De acordo com a denúncia, o crime foi filmado pela equipe de enfermagem que, de posse das gravações, comunicou imediatamente os fatos à chefia do Hospital da Mulher Heloneida Studart, localizado em São João de Meriti, que acionou a Polícia Civil.
O Ministério Público afirma ainda que o denunciado abusou da relação de confiança que a vítima mantinha com ele, posto que, se valendo da condição de médico anestesista, aproveitou-se da autoridade/poder que exercia sobre ela, ao aplicar-lhe substância de efeito sedativo.
Giovanni está preso desde segunda-feira (11/7). A polícia investiga se outras 30 mulheres foram vítimas do anestesista.
No local, os policiais realizaram a prisão em flagrante do denunciado e o conduziram à distrital. Segundo o MP-RJ, Giovanni Quintella Bezerra, “agindo de forma livre e consciente, com vontade de satisfazer a sua lascívia, praticou atos libidinosos diversos da conjunção carnal com a vítima, parturiente impossibilitada de oferecer resistência em razão da sedação anestésica ministrada“.