
A Polícia Civil do Rio concluiu o inquérito que investigava o assassinato da professora Vitória Romana Graça, de 26 anos. Paula Custódio Vasconcelos e o irmão, Edson Alves Viana Junior, que estão presos, foram indiciados por extorsão mediante sequestro com resultado de morte. A filha de Paula, de 14 anos, com quem a professora teve um relacionamento, continua apreendida e aguarda audiência no Centro de Socioeducação Professor Antonio Carlos Gomes da Costa. Vítima de um crime cruel, Vitória ficou cerca de 10 horas sob tortura dos indiciados. Após as extorsões, ela foi enforcada e queimada. O corpo foi encontrado carbonizado no último dia 11, na Comunidade Cavalo de Aço, em Senador Camará, Zona Oeste da capital.
Segundo depoimento de Edson, que confessou participação no assassinato, Paula queria obter vantagem financeira da professora, o que teria motivado o crime. Vitória auxiliava a família de Paula com cesta básica e itens para casa. Com o fim da relação com a menor de 14 anos, a ajuda teria cessado, o que irritou a suspeita de comandar o crime.
Paula é mantida presa no Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu. Ela está em cela coletiva por escolha própria. Edson está preso temporariamente. A Polícia Civil pediu conversão para prisão preventiva nesta segunda-feira. Se forem condenados pelos crimes, a pena prevista pelo Código Penal é de 24 a 30 anos de prisão.
Visita na escola e sequestro
No dia 10 de agosto, por volta das 14h, a professora recebeu a visita de Paula e do irmão dela na Escola municipal Oscar Thompson, em Santíssimo, onde trabalhava. No local, segundo testemunhas, a mulher teria dito à Vitória que a filha não havia aceitado bem o fim do namoro e pediu que as duas conversassem “fora do seu local de trabalho”.
Edson e Paula, então, voltam para a casa da mãe da adolescente, na comunidade Cavalo de Aço, em Senador Camará, onde aguardam a chegada da professora ao fim do trabalho. Quando Vitória chega à residência, é imediatamente imobilizada pelos irmãos e pela jovem com quem teve um relacionamento de quatro meses. De acordo com o relato de Edson à polícia, a vítima é levada para um dos quartos do primeiro andar do imóvel e presa com fitas adesivas em uma cadeira.
Com informações de: O Globo







