
O deputado estadual Rozenha (PMB) criticou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante pronunciamento na quarta-feira (26/2) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
A exemplo do senador Omar Aziz (PSD/AM), que também deu declarações contra a fala do ministro em um evento promovido pelo Banco BTG Pactual, Rozenha fez questão de repudiar o que chamou de mais um ataque ao principal modelo econômico do Amazonas.
Na ocasião, Haddad atribuiu parte do aperto fiscal brasileiro às isenções fiscais, incluindo os incentivos concedidos à Zona Franca de Manaus. “O Brasil é o país dos rentistas. É o inferno dos trabalhadores, dos empreendedores, mas é o paraíso dos que não querem trabalhar, dos que querem fazer só o capital trabalhar.”, afirmou Rozenha, referindo-se ao impacto das altas taxas de juros na economia nacional.
Ele destacou que a taxa Selic, próxima de 15%, e os juros reais superiores a 30% inviabilizam o empreendedorismo no país. “Os juros irão corroer a economia desta nação como cupim. E o ministro Fernando Haddad vem a público dizer que a culpa é da Zona Franca”, disse o deputado.
A importância da Zona Franca para o Amazonas foi um dos principais pontos abordados pelo parlamentar. Ele reforçou a importância do modelo para o desenvolvimento econômico da região. “A Zona Franca já tem muitos inimigos. É muito difícil você competir com bancadas que têm 70, 80 deputados federais. Há décadas travamos lutas para manter esse modelo de pé”, enfatizou.
Rozenha também criticou a postura do Governo Federal em relação aos empresários e ao setor produtivo. “Acho interessante que o governo proteja os banqueiros e exponha os empresários.”, declarou. Para ele, sem incentivos fiscais, a indústria no Amazonas se torna inviável devido à logística precária e ao alto custo de operação.
O deputado comparou a atual gestão econômica à do ex-ministro Paulo Guedes, que também via a Zona Franca como um desperdício de recursos. “Infelizmente, a gente via muito isso no ministro Paulo Guedes. E agora estamos vendo de novo. A Zona Franca traz recursos e riquezas para a Amazônia Ocidental e para este país”, concluiu.