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Uma cidadã brasileira foi deportada pelo governo de Portugal após retornar de férias com a família, resultando em sua separação dos filhos, de 8 e 6 anos, que permaneceram na Europa com o pai, o advogado e administrador Hugo Silvestre. A detenção ocorreu na terça-feira (19), no aeroporto, sob a alegação de que a mãe não possuía autorização para residir no país. A família reside em Cascais, Portugal, há mais de dois anos, com o pai tendo direito de residência e um pedido de reagrupamento familiar em tramitação. “Não estamos aqui clandestinamente. Eu tenho trabalho, meus filhos estudam aqui”, afirmou o marido.

Burocracia e Contexto Política

O processo de reagrupamento familiar da esposa e dos filhos não avançou devido a dificuldades em agendamentos com a Agência para Integração, Migrações e Asilo (Aima), segundo a advogada da família, Tatiana Kazan. A defesa argumenta que a entrada da mulher foi regular e legal, mas a ineficiência governamental impediu a conclusão do processo. A situação ocorre em um cenário de mudanças na política migratória portuguesa, incluindo a aprovação e posterior veto do Tribunal Constitucional a um pacote anti-imigração em julho. Além disso, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), órgão que controlava a imigração, foi desativado e substituído por um novo ramo da polícia, que advogados criticam por falta de preparo técnico para analisar casos complexos.

Luta pelo Reencontro Familiar

A família, visivelmente abalada, trabalha agora para reverter a deportação e obter a aprovação do processo de reagrupamento familiar. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio do Consulado-Geral em Lisboa, informou que está acompanhando o caso e prestando assistência consular.
Com informações de  Correio 24 Horas
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