
Manaus — A desnutrição infantil, um desafio persistente no Brasil, agrava-se com o impacto das verminoses, que afetam diretamente a absorção de nutrientes e o desenvolvimento cognitivo das crianças. A nutricionista Flávia Garcia destaca a urgência de atenção a essa questão, especialmente frente aos dados alarmantes de desnutrição.
Flávia Garcia explica que os parasitas intestinais interferem significativamente no sistema digestivo, comprometendo a digestão, absorção e eliminação de nutrientes essenciais. “Quando não tratadas adequadamente, essas infecções aumentam as necessidades nutricionais da criança e geram quadros de desnutrição, que podem evoluir para patologias mais graves”, alerta a profissional.
Os nutrientes mais afetados incluem ferro, vitamina A, proteínas, ácido fólico, cálcio e zinco, todos cruciais para a imunidade e para o desenvolvimento físico e cognitivo. A deficiência desses elementos, segundo a especialista, tem reflexos diretos na aprendizagem. “Existe total relação entre desnutrição e baixo rendimento escolar. A falta de nutrientes essenciais compromete o desenvolvimento físico e mental, prejudicando a memória, atenção e aprendizado”, afirma.
A vulnerabilidade se acentua a partir dos dois anos de idade, quando o sistema imunológico ainda está em formação, mas se estende a crianças maiores e adolescentes. Por isso, a nutricionista recomenda a desparasitação regular, de uma a duas vezes ao ano, sempre com acompanhamento profissional.
A desparasitação é uma estratégia preventiva fundamental, pois, ao eliminar os parasitas, garante-se que a criança absorva vitaminas e minerais de forma mais eficaz, fortalecendo a imunidade e promovendo o crescimento saudável. Flávia Garcia enfatiza que, além da prevenção e tratamento, uma nutrição balanceada é vital para a recuperação.
“A alimentação reparadora, rica em vitaminas e minerais, fortalece o sistema imunológico e ajuda na recuperação nutricional. A melhor dica é não deixar que os parasitas se instalem, unindo sempre acompanhamento médico e nutricional”, conclui.







