
Os Estados Unidos anunciaram, nesta sexta-feira (24/10), o envio do porta-aviões Gerald R. Ford Carrier Strike Group ao Caribe. A decisão, divulgada por Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, alinha-se à diretriz do presidente Donald Trump de combater o “narcoterrorismo” na região.
Segundo o Departamento de Guerra, o reforço militar tem como objetivo fortalecer a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e desmantelar atividades ilícitas que comprometem a segurança nacional e a estabilidade no Hemisfério Ocidental. O Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, se unirá a uma frota de navios de guerra já presente no Caribe desde o mês passado, além de caças F-35 deslocados para uma base militar em Porto Rico.
A administração Trump tem justificado essa mobilização militar com base no combate ao tráfico de drogas em águas caribenhas. Até o momento, 10 embarcações supostamente transportando entorpecentes já foram atacadas por forças norte-americanas, sendo o último caso registrado hoje, próximo à costa da Venezuela.
Essa escalada nas operações ocorre após mudanças nas políticas dos EUA, que agora classificam grupos e cartéis de drogas como organizações terroristas, abrindo precedentes para operações militares em outros países sob a bandeira do combate ao terror. Na quinta-feira (23/10), o presidente Donald Trump afirmou que operações terrestres na região do Caribe, visando cartéis de drogas, começarão “em breve”.
Em meio a esse destacamento militar, os presidentes de esquerda da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Colômbia, Gustavo Petro, estão na mira do governo Trump. Ambos são acusados de manter ligações com cartéis de drogas, alegações que Maduro e Petro refutam, argumentando que Trump estaria utilizando o problema com entorpecentes para justificar possíveis interferências em seus países.
Com informações de Metrópoles







