Pré-candidato à Presidência, Romeu Zema sugere que o Brasil construa um presídio no meio da Amazônia para conter o avanço do crime organizado

O governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2026, Romeu Zema (Novo), defendeu a criação de um presídio de segurança máxima em plena floresta amazônica para abrigar integrantes de facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho (CV). A proposta foi feita nesta quarta-feira (12) em entrevista à coluna do jornalista Paulo Capelli, do portal Metrópoles.

Zema afirmou que o modelo de referência seria o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), localizado em El Salvador, considerado uma das prisões mais rigorosas do mundo. Segundo o governador, caso não seja possível firmar um convênio internacional para enviar presos brasileiros ao país centro-americano, a solução seria construir uma unidade semelhante “no meio da selva”, com acesso restrito e segurança reforçada.

“Se não for possível isso [transferir facionados de PCC e CV para El Salvador], acho que nós tínhamos, pelo menos, de construir um Cecot no meio da floresta amazônica, num lugar bem isolado, e falar: ‘Terrorista, membro de organização criminosa, vai ficar aqui agora nesse Cecot brasileiro, sem acesso a nada, totalmente isolado’”, declarou Zema.

O governador detalhou que o presídio idealizado teria acesso apenas por via aérea, com pista de pouso controlada e forte aparato de vigilância. “Seria uma espécie de ‘Alcatraz da selva’, e quem tentasse fugir, com certeza, não sobreviveria na floresta”, afirmou.

Zema, que visitou El Salvador em maio, disse ter se impressionado com as políticas de segurança pública implementadas pelo presidente Nayib Bukele, conhecido pela tolerância zero com o crime organizado. O brasileiro elogiou o Cecot, que abriga dezenas de milhares de detentos sob vigilância 24 horas e foi inaugurado em 2023.
Apesar do sucesso reconhecido por parte da população salvadorenha, o modelo de Bukele é criticado por organizações de direitos humanos que apontam violações e abusos contra prisioneiros e suspeitos sem condenação.

Segundo Zema, a cooperação com El Salvador poderia representar “um avanço civilizatório” no combate às facções no Brasil.

“Já pensou que beleza? Nem no Brasil esses criminosos ficariam. Seriam transferidos para um presídio de segurança máxima num país que está bem distante e que nem sinal de celular eles teriam”, concluiu.

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