Tom Cruise posa com seu Oscar honorário no palco durante a 16ª edição do Governors Awards, no Ray Dolby Ballroom do Ovation Hollywood, em Los Angeles, em 16 de novembro de 2025 Foto: Michael Tran / AFP

O ator americano Tom Cruise foi o grande homenageado na noite desse domingo (16/11) em Hollywood, recebendo um Oscar honorário – a primeira estatueta dourada de sua ilustre carreira. A cerimônia reuniu uma constelação de astros e cineastas que celebraram os 45 anos de dedicação de Cruise à sétima arte.

Alejandro González Iñárritu, diretor do próximo filme de Cruise, “Judy” (com lançamento previsto para 2026), brincou sobre a grandiosidade da tarefa de resumir a carreira do ator: “Escrever um discurso de quatro minutos para celebrar os 45 anos de carreira de Tom Cruise é o que se chama nesta cidade de missão impossível”.

Ao som da icônica trilha sonora de “Missão Impossível”, saga que se tornou sinônimo de sua trajetória, Cruise, de 63 anos, subiu ao palco do Salão Dolby sob aplausos entusiasmados de colegas como Colin Farrell e Emilio Estévez, além do lendário Steven Spielberg, que o dirigiu em “Minority Report” e “Guerra dos Mundos”.

Emocionado, o astro agradeceu o reconhecimento, compartilhando sua paixão pelo cinema desde a juventude. Ele descreveu a tela como um portal que despertou “uma fome de aventura, uma fome de conhecimento, uma fome de compreender a humanidade, de criar personagens, de contar uma história, de ver o mundo”.

Com mais de 50 filmes no currículo e famoso por dispensar dublês em suas cenas de ação arriscadas, Cruise foi indicado quatro vezes ao Oscar, mas nunca havia levado a estatueta para casa. Os Oscars honorários, concedidos anualmente pela Academia, reconhecem as lendas da indústria por sua contribuição e trajetória.

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Iñárritu, com bom humor, mencionou que trabalhar com Cruise revelou a ele uma das manobras de ação mais perigosas: “Este homem comeu mais pimenta do que qualquer mexicano”. Cruise retribuiu os elogios e fez menções especiais a outros homenageados da noite, incluindo Dolly Parton, que recebeu o prêmio Jean Hersholt por seu trabalho humanitário.

Dolly Parton, 79 anos, não pôde comparecer por motivos de saúde, mas agradeceu a estatueta por meio de um vídeo, destacando a importância da doação: “Nós não tínhamos muito para dividir, mas minha mãe e meu pai me ensinaram que quanto mais você dá, mais bênçãos você recebe”, disse a lenda do country, conhecida por sua Fundação Dollywood, que apoia a educação e outras causas sociais.

Preparativos para o Oscar 2026

A 16ª edição da cerimônia de gala, realizada sob uma chuva intensa em Los Angeles, também serviu como plataforma para o início das campanhas para o Oscar principal, que será entregue em março de 2026.

Entre os presentes, Ryan Coogler, diretor do filme de terror “Pecadores”, um dos favoritos da temporada, foi calorosamente cumprimentado por Jacob Elordi. O diretor executivo da Netflix, Ted Sarandos, foi visto cumprimentando o ator brasileiro Wagner Moura, protagonista de “O Agente Secreto”. O filme, que já foi selecionado pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil no Oscar de Melhor Filme Internacional e cujo protagonista Wagner Moura ganhou um prêmio no Festival de Cannes, busca seguir os passos de “Ainda Estou Aqui”, que conquistou o prêmio este ano pela primeira vez para o país.

Também marcaram presença Elle Fanning e Renate Reinsve, atrizes de “Valor Sentimental”, a aposta da Noruega para a estatueta internacional, e os protagonistas de “Wicked: Parte II”, Ariana Grande, Cynthia Erivo e Jonathan Bailey. Cynthia Erivo, por sua vez, entregou o Oscar honorário a Debbie Allen, coreógrafa, atriz, dançarina e diretora conhecida por trabalhos em “Fama” e “Ragtime”, e que já dirigiu a cerimônia do Oscar por uma década.

Com informações de IstoÉ

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