A paralisação repentina da roda-gigante instalada no complexo turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, desencadeou um embate político na noite deste sábado (22). O equipamento ficou sem funcionar por aproximadamente uma hora, com visitantes presos nas cabines, e o episódio motivou acusações cruzadas entre o vereador Amauri Gomes (União Brasil) e o prefeito David Almeida (Avante).

Durante uma live, o prefeito afirmou que a interrupção pode ter sido resultado de uma sabotagem. Ele acusou integrantes da equipe do vereador de manipularem a caixa de energia e chegou a dizer que há vídeos mostrando a tentativa de corte dos fios que abastecem a estrutura. “A roda-gigante parou porque esse sujeito esteve aqui. Só de ele abrir aquela caixa, ele já comete crime”, disse o prefeito, visivelmente irritado.

David Almeida também negou a existência de qualquer ligação clandestina no local, uma das suspeitas levantadas por Amauri Gomes. O prefeito explicou que toda a rede elétrica do complexo é abastecida por cinco subestações pagas pela prefeitura, e que permissionários utilizam a energia mediante taxa incluída na permissão de uso.

O caso foi encaminhado ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde Amauri Gomes prestou depoimento. Em vídeos publicados nas redes sociais, o parlamentar afirmou que registrou Boletim de Ocorrência contra o prefeito por calúnia e difamação.

Ele também voltou a alegar que a pane no equipamento ocorreu por “falha técnica” e não por sabotagem. “Há males que vêm para o bem. Agora a empresa vai ter que apresentar todos os documentos técnicos de funcionamento”, declarou na madrugada deste domingo (23).

O vereador afirmou ainda ter passado a tarde no local acompanhado de policiais, buscando informações sobre a operação da roda-gigante, que segundo ele não foram repassadas.

Nota da Prefeitura

A Prefeitura de Manaus divulgou nota oficial na noite de sábado repudiando o que classificou como “ato de vandalismo” e confirmando que houve violação da caixa de energia responsável pela alimentação elétrica do equipamento. O município afirmou que a ação criminosa coincidiu com a parada da roda-gigante e representou risco à segurança da população.

O texto reforça que toda a carga de energia utilizada está dentro das normas exigidas, com dimensionamento adequado e amparada por processo administrativo regular, laudos técnicos e Termo de Cessão de Uso Oneroso firmado com a empresa responsável pela atração turística.

A prefeitura reiterou ainda que todo o fornecimento de energia no complexo ocorre dentro da legalidade e que continuará prestando esclarecimentos às autoridades.

Artigo anteriorAno Novo em Manaus impulsiona turismo com experiências às margens do Rio Negro
Próximo artigoLula defende soberania de países em desenvolvimento com minerais críticos