
Em ação conjunta do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Polícia Civil do Distrito Federal, a Operação Ponto Final cumpriu, nesta terça-feira (9/12), mandado de busca e apreensão contra um professor da rede pública de ensino. Ele é investigado por ameaças, assédio sexual e assédio moral contra colegas de trabalho.
A coluna apurou que se trata de Tiago Rocha Coelho, servidor do Jardim de Infância 2 do Gama.
Durante as diligências realizadas pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama), com apoio da Divisão de Operações Especiais (DEO), duas armas de fogo foram encontradas na residência do investigado e apreendidas.
Violência psicológica
Segundo o MPDFT, as denúncias começaram a partir de manifestações encaminhadas à Ouvidoria.
Docentes e servidoras relataram padrão de comportamento abusivo, intimidador e reiterado por parte do professor, que teria ocorrido durante reuniões, expedientes e interações internas.
Nos autos, o Ministério Público aponta “condutas graves”, incluindo violência psicológica, humilhações, ameaças diretas, assédio moral e assédio sexual.
A promotoria reforça que há múltiplas vítimas, com registro de áudios, atas e documentos funcionais que sustentam os relatos.
Risco às vítimas
Na decisão judicial, a juíza Roberta Cordeiro Melo Magalhães destacou que Tiago representava risco concreto às vítimas e às investigações, sendo capaz de intimidar testemunhas e comprometer a coleta de provas.
A magistrada reforçou ainda que o investigado demonstrava comportamento ameaçador e destemor à lei, o que justificou o afastamento imediato do cargo e a busca na residência, onde havia suspeita de guarda irregular de armas.
Medidas determinadas pela Justiça
O professor foi alvo de medidas cautelares, incluindo:
• afastamento imediato de suas funções no Jardim de Infância 2 do Gama;
• proibição de contato com funcionários da escola;
• proibição de se aproximar das vítimas num raio de 500 metros;
• apreensão de armas em sua residência.
A decisão ressalta que o descumprimento das medidas pode resultar em prisão preventiva.
Com informações de Metrópoles.







