
Após quase dez dias internado, o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou, no fim da tarde desta quinta-feira (1º), o Hospital DF Star, localizado na Asa Sul, área central de Brasília, e foi reconduzido à Superintendência da Polícia Federal, onde permanece preso desde novembro.
A saída do ex-presidente do hospital ocorreu sob forte esquema de segurança, com escolta formada por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal e veículos descaracterizados. O comboio deixou a garagem do DF Star e seguiu até a sede da Polícia Federal, situada a poucos quilômetros da unidade hospitalar.
Bolsonaro estava internado no DF Star desde o dia 24 de dezembro, quando foi submetido a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. Durante a internação, a equipe médica avaliou a necessidade de outros procedimentos diante de um quadro persistente de soluços. Na quarta-feira (31), ele passou por uma endoscopia, que constatou a continuidade de esofagite e gastrite.
De acordo com a equipe médica, a crise de soluços apresentou melhora significativa, o que permitiu a programação da alta hospitalar nesta quinta, desde que não surgissem novas intercorrências clínicas — o que acabou se confirmando.
STF mantém prisão após alta
Com a liberação médica, Bolsonaro retornou à custódia da Polícia Federal. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação relacionada à trama golpista investigada pelo Judiciário.
Ainda pela manhã, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes rejeitou o pedido da defesa que solicitava a conversão da prisão em regime domiciliar, sob argumento humanitário.
Na decisão, Moraes destacou que os advogados não apresentaram fatos novos capazes de justificar a mudança da medida. Segundo o ministro, permanecem válidos os fundamentos que embasaram o indeferimento do pedido feito em dezembro de 2025.
O magistrado ressaltou ainda que continuam autorizados o acompanhamento médico integral, o fornecimento de medicamentos necessários, atendimento por fisioterapeuta e a entrega de alimentos preparados por familiares.
Reação da família
A decisão do Supremo provocou reação imediata dos filhos do ex-presidente. Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro usaram as redes sociais para atacar o ministro Alexandre de Moraes e criticar a manutenção da prisão.
Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão configura “tortura” e publicou uma imagem antiga do pai em recuperação cirúrgica. Carlos Bolsonaro relembrou o histórico de saúde do ex-presidente para questionar a negativa do pedido. Já Eduardo Bolsonaro utilizou o Instagram para classificar a decisão como uma “atrocidade humanitária”, em postagem com tom crítico ao STF.







