De acordo com ela, que concedeu entrevista em frente ao Hospital Municipal de Antonina, para onde Roberto foi levado nesta segunda-feira (5/1) após o resgate, ele chegou a uma fazenda depois de encontrar uma cachoeira e seguir o curso de um rio que cortava a mata onde estava perdido.
Durante o período em que permaneceu desaparecido, o jovem não ingeriu nenhum alimento, tendo bebido apenas água da cachoeira. Ele relatou à irmã que preferiu não comer folhas por medo de envenenamento.
Roberto chegou, inclusive, a tentar fazer sinal de fumaça. No entanto, segundo Renata, a tentativa foi frustrada porque o local estava úmido.
As buscas
Desde que o desaparecimento foi comunicado às autoridades, uma força-tarefa foi montada para resgatá-lo. Em conversa com a familiar, Roberto revelou que sabia que estava sendo procurado, pois chegou a ouvir o som das hélices de um dos helicópteros empregados nas buscas.
Apesar de ter gritado por socorro, ele afirmou que não foi ouvido e, por isso, continuou a percorrer o rio. Até chegar à fazenda onde finalmente encontrou outras pessoas, o jovem percorreu cerca de 20 quilômetros, segundo o Corpo de Bombeiros.
Apesar dos obstáculos enfrentados, Roberto não apresenta ferimentos graves. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa-PR) informou que ele está lúcido, mas apresenta sinais de desidratação leve, além de hematomas nos membros inferiores e assaduras.
Segundo a pasta, ele foi medicado e submetido à reidratação endovenosa. “Também foram solicitados exames laboratoriais e de imagem para investigação complementar. O paciente permanecerá em observação enquanto aguarda os resultados”, informou a Sesa-PR.
Enquanto os exames não são concluídos, o jovem seguirá internado sob observação no hospital. Com informações de Mirelle Pinheiro.