Comparativo mostra a ponte sobre o Rio Aracú, na AM-174, quando ainda apresentava boas condições de tráfego e, ao lado, o estado atual da estrutura, com tábuas quebradas e risco à segurança de quem utiliza a via em Novo Aripuanã.

Moradores da Comunidade do Rio Aracú, na zona rural de Novo Aripuanã, decidiram agir por conta própria e realizar um reparo emergencial na ponte sobre o rio Aracú, localizada no quilômetro 22,5 da rodovia AM-174, que liga o município a Apuí, no sul do Amazonas. A mobilização ocorreu na última quarta-feira (7) e se estendeu até esta sexta-feira (9), após a comunidade afirmar não contar com apoio da prefeitura.

A ação contou com a participação do grupo Amigos da AM-174 e da Associação de Moradores da Comunidade do Aracú, que se uniram diante das condições críticas da ponte de madeira, com cerca de 110 metros de extensão, utilizada diariamente por moradores, produtores rurais e motoristas que trafegam pela região.

De acordo com usuários da via, a estrutura apresenta risco iminente de colapso. Vídeos gravados no local mostram tábuas apodrecidas, vigas comprometidas e partes quebradas. “A gente precisa muito. Como todos estão vendo aqui, está tudo podre, tudo quebrado. A ponte está numa situação bem precária”, relatou um morador que ajudava na manutenção.

Segundo os comunitários, apesar da gravidade, não houve apoio efetivo da gestão municipal comandada pelo prefeito Raymundo Lopes De Albuquerque Sobrinho, mais conhecido como Raiz. Em nota postada nas redes sociais, o gestor afirmou não ter enviado policiais militares para impedir a manutenção. No entanto, moradores dizem que policiais estiveram no local a mando do prefeito, mas não interferiram após constatar que não havia bloqueio de tráfego, e sim reparos emergenciais.

A comunidade também contesta a afirmação de que a prefeitura estaria ajudando na manutenção da ponte. Para os moradores, o único ponto verdadeiro da nota oficial foi a menção ao uso de uma balsa para travessia. Ainda assim, eles questionam o aluguel do equipamento, alegando que teria ocorrido sem licitação e sem transparência.

“O prefeito poderia, em vez de gastar com o aluguel de uma balsa, investir diretamente na manutenção da ponte. Ao optar pela balsa, demonstra não ter interesse em recuperar a estrutura”, afirmou um morador, que pediu anonimato por medo de represálias.

Os moradores esperam que a Câmara Municipal cobre esclarecimentos sobre o contrato da balsa e que providências definitivas sejam adotadas para garantir segurança e trafegabilidade na AM-174, considerada estratégica para o escoamento da produção e o deslocamento das comunidades rurais da região.

Ao final, a Prefeitura de Novo Aripuanã se manifestou ainda na nota, afirmando que “segue trabalhando com responsabilidade, união e compromisso com a população, buscando junto ao Governo do Estado a solução definitiva da ponte, além de atuar em parceria voluntária para a recuperação da parte afetada”.

 

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