
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou à agência Reuters nesta quarta-feira (14/1) que não tem planos para demitir Jerome Powell, o atual presidente do Federal Reserve (Fed). No entanto, o republicano ressaltou que ainda é “cedo demais” para uma decisão final sobre o assunto.
A declaração de Trump ocorre em meio a uma investigação aberta pelo Departamento de Justiça dos EUA contra Jerome Powell no domingo (11/1). A investigação apura se Powell mentiu ao Congresso Nacional sobre os custos de uma reforma na sede do Fed, estimados em cerca de US$ 2,5 bilhões.
Trump negou qualquer ligação com a decisão dos procuradores de investigar Powell, afirmando na segunda-feira (12/1) que não tinha envolvimento. Por outro lado, em comunicado divulgado pelo Fed, Jerome Powell alega que a investigação, que se relaciona ao seu depoimento ao Comitê Bancário do Senado em junho de 2025 sobre a reforma dos prédios administrativos do Fed, é uma retaliação direta do governo Trump.
Questionado sobre uma possível demissão, dado que o mandato de Powell termina em maio deste ano, mas ele não é obrigado a deixar o Conselho, Trump reforçou: “Neste momento, estamos numa espécie de compasso de espera com ele, e vamos decidir o que fazer. Mas não posso entrar em detalhes. É muito cedo. Muito cedo.”
Apesar da ressalva, Trump mencionou que considera indicar o ex-governador do Fed, Kevin Warsh, ou o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, como possíveis substitutos. Ao longo do último ano, a relação entre Trump e Powell tem sido marcada por críticas intensificadas do presidente e seus aliados, que acusam Powell de não promover cortes nas taxas de juros no ritmo desejado pelo republicano.
Com informações de Metrópoles







