
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) anunciou nesta sexta-feira (16/1) a emissão de alertas direcionados a companhias aéreas, recomendando atenção redobrada para voos que cruzam a América Central e trechos da América do Sul. A medida visa prevenir riscos decorrentes de possíveis ações militares e interferências em sinais de GPS na região.
Os avisos, que entraram em vigor na sexta-feira e terão validade de 60 dias, abrangem o espaço aéreo sobre o México, países da América Central, Equador, Colômbia e partes do leste do Oceano Pacífico.
A decisão da FAA ocorre em um contexto de crescentes tensões entre os Estados Unidos e nações da região. O quadro se intensificou após o governo do presidente Donald Trump ter concentrado um grande contingente militar no sul do Caribe para combater o tráfico de drogas, e a realização de uma operação na Venezuela que culminou na detenção do presidente Nicolás Maduro. O presidente Trump tem sinalizado a possibilidade de ampliar as ações militares, mencionando a Colômbia como um dos potenciais alvos.
Na semana passada, o líder norte-americano afirmou que cartéis de narcotráfico exercem controle sobre o México e sugeriu que os EUA poderiam lançar ataques contra alvos em terra para combatê-los, reforçando uma série de ameaças de uso de força militar contra organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas.
Restrições Anteriores e Incidentes Aéreos
Após a operação na Venezuela, a FAA já havia imposto restrições significativas ao tráfego aéreo em todo o Caribe, o que resultou no cancelamento de centenas de voos operados por grandes companhias.
Um incidente recente, ocorrido no mês passado, destacou a gravidade da situação. Uma aeronave da JetBlue, com destino a Nova York, precisou adotar procedimentos de segurança para evitar uma colisão em voo com um avião-tanque da Força Aérea dos EUA. O evento aconteceu nas proximidades da Venezuela, quando o voo 1112, que havia partido de Curaçao, sobrevoava uma área a cerca de 64 quilômetros da costa venezuelana e a tripulação do Airbus identificou a aeronave militar operando com o transponder desligado.
Com informações de Metrópoles







