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A União Europeia convocou uma reunião de emergência para este domingo (18/1), no Chipre, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificar sua ofensiva para anexar a Groenlândia. Trump ameaçou impor tarifas a países europeus que não apoiarem a aquisição do território dinamarquês, que ele considera essencial para a segurança nacional dos EUA.

A ideia de adquirir a Groenlândia não é nova na política externa dos EUA. Em 1946, os Estados Unidos secretamente propuseram a compra da Groenlândia da Dinamarca, que recusou. A proposta foi rejeitada novamente em 1955, 1975 e, mais recentemente, em 2019, quando intermediários do então Presidente Donald Trump reviveram a ideia. Agora, Trump, que havia mencionado novamente seu interesse em adquirir o território e não descartava o uso de força militar para tal, eleva a pressão por meio de sanções econômicas.

Nesse sábado (17/1), o presidente dos EUA anunciou a aplicação de uma tarifa de 10%, a partir de 1º de fevereiro, a oito países europeus: Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. A medida será válida até que se chegue a um acordo para a compra da Groenlândia, com a ameaça de que a tarifa aumente para 25% em junho, caso não haja progresso.

Reações Internacionais e a Disputa pela Groenlândia

A Groenlândia é um território autônomo, mas faz parte do Reino da Dinamarca, sendo que a política externa e a defesa do território são responsabilidades dinamarquesas. A região é vista como estrategicamente importante pelos EUA devido à sua posição no Ártico, onde já existem bases militares norte-americanas. Trump tem justificado a necessidade da Groenlândia como “essencial para a defesa dos Estados Unidos”. Como parte da comunidade dinamarquesa, a Groenlândia é membro da OTAN, assim como os Estados Unidos.

As ameaças de Trump mobilizaram a OTAN internamente e geraram respostas rápidas na Europa:

  • Apoio Militar: Na última quarta-feira (14/1), os governos da Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram que enviarão militares à Groenlândia, atendendo a um pedido de apoio da Dinamarca.
  • Reafirmação de Soberania: O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, reiterou que a ilha “não está à venda” e “não será governada pelos Estados Unidos”, afirmando a escolha pela Dinamarca.
  • Discussões na OTAN: Autoridades britânicas se reuniram com aliados, como Alemanha e França, para discutir uma possível missão de segurança na ilha, diante da pressão exercida por Trump.

A reunião de embaixadores da União Europeia, que ocorre às 17h (12h, horário oficial de Brasília) neste domingo, em Chipre, reflete a seriedade com que as ameaças de Trump estão sendo encaradas no bloco europeu.

Com informações de Metrópoles

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