
O governo brasileiro vai fechar na próxima semana um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos com o Panamá, visando a criação de regras para os investimentos entre os dois países.
A assinatura será realizada durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao país para participar do Foro Econômico Internacional da América Latina e Caribe, que será realizado na quarta-feira (28).
Segundo o diretor do Departamento de Política Econômica, Financeira e de Serviços do Itamaraty, embaixador Alexandre Peña Ghisleni, a parceria deve facilitar a circulação de capital e investimento produtivo, além de incentivar a integração regional.
A jornalistas, Ghisleni disse ainda que o Brasil tem como um de seus objetivos estabelecer uma “rede de apoio” com os países em desenvolvimento da região para propiciar novos caminhos para os seus desenvolvimentos econômicos.
O diplomata afirmou que o acordo teve uma “negociação bem-sucedida”, após seis meses de tratativas.
Em 2024, o Panamá formalizou a sua entrada como Estado Associado ao bloco econômico do Mercosul (Mercado Comum do Sul). À época, Lula afirmou que esse era o lançamento das “bases para a futura liberalização comercial” com o Panamá, por onde passa 6% do comércio mundial por conta do Canal do Panamá.
Foro Econômico Internacional
Chamado de “Davos Latino-Americana”, o Foro terá a presença de presidentes de diversos países da região e do Caribe. Além do Brasil, já confirmaram a presença os chefes de Estado do Equador, Bolívia, Chile, Guatemala e Jamaica.
Lula chega ao país na terça (27), participa do evento no dia 28 e volta para o Brasil na mesma data.
Anunciado como convidado de honra, o presidente brasileiro será o segundo orador a discursar na abertura do Foro. É esperado ainda que ele faça reuniões bilaterais com os demais presidentes.
De acordo com o Itamaraty, o foco da viagem será voltado para o desenvolvimento e a integração econômica e comercial dos países latino-americanos e caribenhos.
Entre o rol de temas a serem debatidos pelos líderes, estão:
- perspectivas econômicas da região;
- papel da região no contexto global;
- papel do setor privado;
- infraestrutura;
- inteligência artificial;
- energia;
- comércio;
- mineração;
- turismo; e
- segurança alimentar.
A expectativa por parte do Itamaraty é deque Lula não fale sobre a Venezuela na cerimônia. O Ministério das Relações Exteriores avalia com naturalidade o surgimento do tema, mas diz que não deve ser uma prioridade entre os chefes de Estado.
Com informações da CNN.







