
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um apelo neste domingo (25/1) por maior apoio dos aliados em defesa aérea, em um cenário onde centenas de edifícios em Kiev permanecem sem aquecimento pelo segundo dia consecutivo. As temperaturas congelantes na capital ucraniana são consequência dos incessantes ataques russos à infraestrutura energética do país.
Zelensky enfatizou a gravidade da situação, afirmando que “somente nesta semana, os russos lançaram mais de 1.700 drones de ataque, mais de 1.380 bombas aéreas guiadas e 69 mísseis de vários tipos”. Ele reforçou que “mísseis para sistemas de defesa aérea são necessários todos os dias”, e que a Ucrânia continua trabalhando com os Estados Unidos e a Europa para fortalecer suas defesas. Kiev descreve este inverno como o mais severo, com os ataques sobrecarregando os sistemas de defesa durante períodos de frio intenso.
Os bombardeios russos em Kiev foram de tal intensidade que forçaram a evacuação de cerca de meio milhão de pessoas. O prefeito Vitali Klitschko informou que “atualmente, 1.676 edifícios residenciais de vários andares em Kiev estão sem aquecimento após o ataque inimigo à cidade em 24 de janeiro”. As baixas temperaturas e os ataques recorrentes têm dificultado o trabalho das equipes de reparo para restabelecer o fornecimento de aquecimento e eletricidade.
Contexto Histórico e Esforços Diplomáticos
Em Vilnius, capital da Lituânia, Zelensky participou de uma cerimônia em homenagem à revolta de 1863 da Polônia e Lituânia contra a Rússia czarista. O presidente polonês Karol Nawrocki, presente no evento, traçou um paralelo entre a invasão russa atual e as lutas históricas pela liberdade dos povos da região contra o antigo Império Russo, destacando a importância da união e da memória histórica para enfrentar o “renascimento da Rússia imperial”. Polônia e Lituânia são fortes apoiadores de Kiev na União Europeia, tendo fornecido centenas de geradores ao país devastado pela guerra.
Paralelamente, negociações mediadas pelos Estados Unidos com Rússia e Ucrânia em Abu Dhabi, visando um plano para encerrar o conflito, terminaram no sábado sem avanços aparentes. Apesar disso, Zelensky classificou as conversas como “construtivas”, e ambos os lados concordaram em se reunir novamente na próxima semana.
Com informações de Metrópoles







