Ao todo, estavam previstos oito depoimentos a serem tomados na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), por videoconferência e presencialmente. No entanto, André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza e Silva Peretto, sócios da Tirreno, pediram para adiar as oitivas, sob a alegação de que não tiveram acesso às provas. Eles falariam com a PF às 10h e às 14h desta segunda, respectivamente, o que não ocorreu. Nova data ainda será marcada.
Apesar das desistências, a PF ouviu, por cerca de duas horas, o ex-diretor financeiro do BRB Dario Oswaldo Garcia Junior e o superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master, Alberto Felix de Oliveira. Dario respondeu a todas as perguntas dos investigadores. Já Alberto Oliveira ficou em silêncio. Disse apenas que não tinha poder de decisão
As oitivas tiveram data definida pelo relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli. Todos a serem ouvidos estão em inquérito que apura diversos crimes, como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, relacionados à venda de carteiras de crédito supostamente inexistentes do Master ao BRB.
Os depoimentos previstos para terça-feira (27/1) são mistos, presenciais e por videoconferência. Veja nomes:
- Robério Cesar Bonfim Mangueira – superintendente de operações financeiras do BRB (8h – presencial no STF).
- Luiz Antonio Bull – executivo e diretor ligado ao Banco Master. Foi diretor de riscos, compliance, RH e tecnologia do banco de Vorcaro (10h – presencial no STF).
- Angelo Antonio Ribeiro da Silva – executivo e sócio do Banco Master (14h – videoconferência).
- Augusto Ferreira Lima – ex-sócio do Banco Master (16h – presencial no STF).
Não serão ouvidos o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, nem o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Eles tiveram depoimentos coletados em 30 de dezembro, quando também foi realizada uma acareação devido a contradições. As informações são da colunista Manoela Alcântara, do Metrópoles.