Matheus Silveira, brasileiro de 30 anos, é um dos imigrantes detidos pelo ICE, a agência de imigração dos Estados Unidos. Ele, que está preso desde 24 de novembro, não tem contato fácil com a família, e a sua esposa, Hannah Silveira, norte-americana e veterana do Exército dos EUA, busca respostas de fontes governamentais.

Em entrevista ao Metrópoles, Hannah deu detalhes sobre a captura do marido. Eles estavam no escritório do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA em San Diego, na Califórnia, realizando a última etapa antes da aprovação do Green Card de Matheus, quando agentes o levaram.

“Quando fomos para a entrevista, tudo já parecia errado. Nos pediram para ver nossos agendamentos várias vezes e por pessoas diferentes. Todo mundo estava agindo estranho. Logo de cara eu soube que algo ruim ia acontecer, mas estava tentando oferecer um pouco de paz para o meu marido, dizendo que tudo ia ficar bem.”

Em uma conversa posterior, Matheus relatou à Hannah que foi levado a uma van com outros imigrantes também presos e que o motorista do veículo dizia que era possível levar mais cinco pessoas. “Como se fosse um jogo de caça e só esperar pessoas inocentes aparecerem e serem levadas para um centro de detenção”, afirmou Hannah.

A família de Matheus passa por momentos difíceis mas, nos últimos dias, a comunicação ficou mais escassa. Desde 25 de janeiro, Hannah não tinha contato com o marido e não tinha informações fornecidas pelo ICE. Na última quarta-feira (28/1), ela conseguiu fazer uma ligação e descobriu que ele está perto de Lousiania.

“Ele não queria preocupar ninguém, mas ele disse que [o local onde está detido] era muito mais nojento do que pensava. Eles não têm água quente, eles não têm nenhuma conexão de internet dentro da instalação.”

Para ela, a política de imigração de Donald Trump é desqualificada. Ela disse que, se ele não consegue olhar para um imigrante e enxergar um ser humano, então não tem o direito de implementar políticas relacionadas à vida.

“Vou fazer disso minha missão pessoal e expor tudo o que está acontecendo e que não está sendo discutido. Eles mentem para todo mundo sobre o quão ruins são e o fato de que é só uma questão de imigração, só uma documentação. Não é, estão tratando as pessoas como se não fossem humanos”, concluiu. Com Metrópoles.

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