
O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Luiz Gabil, anunciou que ingressará com uma ação de indenização por danos morais e registrará um boletim de ocorrência por calúnia e difamação contra o influenciador amazonense Diego Diniz Fernandes. A medida foi tomada após a circulação de publicações nas redes sociais que atribuíram, de forma falsa, uma relação de amizade entre o delegado-geral e um advogado ligado a um dos acusados no caso da morte do Cão Orelha.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Luiz Gabil afirmou que as postagens extrapolaram o debate público e atingiram sua honra pessoal, além de expor seus familiares a ataques virtuais. Segundo ele, a insinuação de proximidade com a defesa de investigados é inverídica e pode induzir a população ao erro ao sugerir interferência nas investigações.
Delegado-geral de Santa Catarina processa amazonense por fake news envolvendo caso do Cão Orelha pic.twitter.com/IPCFdF0bC1
— Fato Amazônico (@fatoamazonico) January 30, 2026
O delegado-geral negou qualquer vínculo pessoal com o advogado Antônio Alexandre Kale, esclarecendo que o profissional se aposentou da Polícia Civil em fevereiro de 2023 e que o último contato entre ambos ocorreu exclusivamente em ambiente institucional, à época da aposentadoria. “Não existe amizade, muito menos amizade íntima”, ressaltou.
Luiz Gabil também enfatizou que não preside nem interfere diretamente nas investigações do caso do Cão Orelha. Conforme explicou, os trabalhos estão sendo conduzidos de forma técnica e imparcial pelos delegados Mardjoli Valcareggi e Renan Balbino, responsáveis pelo inquérito.
Além de anunciar as medidas judiciais, o delegado-geral fez um alerta público sobre a disseminação de informações falsas na internet. “Fake news não são opinião. São crimes quando atingem a honra das pessoas”, afirmou, destacando que seguirá adotando providências contra quem propagar calúnia e difamação.
O delegado também comentou ataques recebidos em razão da adoção de um cão chamado Caramelo, ressaltando que a prática faz parte de um compromisso pessoal e familiar com a causa animal. Segundo ele, a adoção responsável e o combate aos maus-tratos devem ser incentivados, sem desvio do foco principal, que é a apuração dos crimes.
Outro lado
Após a repercussão do anúncio da ação judicial, Diego Diniz Fernandes publicou um vídeo em seu perfil no Instagram intitulado “Direito de Resposta – Cuidado com Fake News”. Na gravação, o influenciador reconhece que divulgou uma informação falsa e pede desculpas públicas ao delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina.
No vídeo, Diego admite que levantou, de maneira equivocada, a hipótese de uma relação entre o delegado e o advogado ligado ao caso do Cão Orelha. “Isso é mentira, isso é fake news”, afirmou. Ele disse ainda que recebeu grande volume de informações após o crescimento repentino de sua página nas redes sociais e não realizou a devida checagem antes da publicação.
Delegado-geral de Santa Catarina processa amazonense por fake news envolvendo caso do Cão Orelha, veja o vídeo de retratação do amazonense pic.twitter.com/E6ekcEGyog
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O influenciador declarou que está à disposição das autoridades para colaborar com o que for necessário e assumiu integralmente a responsabilidade pelo erro. “Eu errei e vou pagar pelo meu erro. Peço perdão aos ofendidos e à família do delegado”, disse, reforçando que não pretende se vitimizar.
Diego Diniz também alertou seguidores sobre a responsabilidade no uso das redes sociais, afirmando que a internet não é “terra sem lei”, e manifestou apoio à busca por justiça no caso do Cão Orelha.







