Em ordem da esquerda para direita: Raphael Canuto Costa; Geovanna Proque da Silva e Joyce Corrêa da Silva • Montagem CNN

Justiça de São Paulo decidirá apenas em março se a universitária Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, será levada ao Tribunal do Júri.

A jovem é ré por duplo homicídio triplamente qualificado por perseguir, atropelar e matar o namorado e a amiga dele na zona sul de São Paulo, no último dia 28 de dezembro.

A audiência foi marcada para o dia 31 de março de 2026, no Fórum Criminal da Barra Funda. Essa é a fase do processo em que são ouvidas as testemunhas e analisadas as provas reunidas durante a investigação. No final da audiência, o juiz responsável decide se há indícios suficientes para que a ré seja levada a julgamento pelo júri popular, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

Caso o magistrado entenda que há elementos para a acusação, Geovanna passará pelo Conselho de Sentença, quando cidadãos sorteados (que representam a população) decidem sobre a condenação ou absolvição da ré.

A universitária teve sua prisão convertida em preventiva e foi encaminhada à Penitenciária Feminina de Santana no começo de janeiro. Na decisão, a Justiça destacou que os crimes foram praticados com acentuada violência, uma vez que a indiciada utilizou um automóvel para atingir as vítimas que trafegavam em uma motocicleta.

Relembre o caso

De acordo com depoimentos, Geovanna e Raphael mantinham um relacionamento amoroso há cerca de um ano. No dia do crime, Raphael estava em um churrasco em sua casa, quando sua companheira começou a enviar mensagens com ciúmes de uma outra mulher que estava na festa, por volta das 2h.

As testemunhas relataram que a mulher seria amiga de infância da vítima e, por isso, o ciúmes de Geovanna não tinha fundamento.

Raphael, então, teria recebido uma mensagem da namorada que dizia: “Ou você resolve, ou eu resolvo”. Pouco tempo depois, Geovanna foi à casa dele, junto de sua madrasta.

As duas entraram na casa, mas o rapaz conseguiu segurá-las em um corredor. Segundo relatos, elas tentavam entrar na residência para arrumar briga.

Vendo que Geovanna não iria desistir, Raphael pegou sua moto e saiu para dar uma volta. Ela e a madrasta entraram em seu carro e seguiram o rapaz.

O rapaz teria encontrado Joyce, a segunda vítima, em uma adega ali próximo para sair junto dele. Após isso, a mulher perseguiu os dois em alta velocidade por cerca de 500 metros.

“Não vai ver seu amigo?”, diz mulher após atropelar namorado por ciúmes

Geovanna, então, conseguiu alcançar os dois. Ela atropelou e logo depois passou por cima das vítimas e da motocicleta. Após a colisão, a moto teria sido lançada 30 metros a frente.

Veja o momento do atropelamento:

Geovanna tentou fugir mas ficou tonta

Após ficar tonta durante tentativa de fuga, Geovanna caiu em uma calçada. Populares que estavam próximos queriam linchá-la e, por isso, os policiais acionados para o caso a retiraram do local imediatamente.

Ela precisou de atendimento médico por estar com cortes superficiais nos braços e no pescoço. A jovem foi presa e, após audiência de custódia, a Justiça de São Paulo converteu a prisão em flagrante para preventiva.

Anteriormente, a mulher já havia sido diagnosticada com transtorno depressivo grave. Aos policiais, Geovanna admitiu ter feito uso de medicamentos antidepressivos e que já tentou tirar a própria vida anteriormente. No interrogatório, ela permaneceu em silêncio.

Com informações de CNN Brasil.

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