Uma mulher morreu e ao menos cinco pessoas permanecem internadas após sofrerem uma intoxicação em uma piscina de uma academia no bairro Parque São Lucas, • CNN Brasil

Os donos da academia C4 Gym, onde morreu Juliana Bassetto, de 27 anos, após ser intoxicada com a água da piscina, atribuíram, em depoimento à Polícia Civil, erro ao manobrista, responsável pela aplicação de produtos químicos na água. Para um dos sócios, foi “inexplicável o motivo pelo o qual ele fez aquilo”.

Segundo os depoimentos, realizados na tarde desta quarta-feira (11), o funcionário teria manuseado cloro em pó de forma inadequada, gerando uma espécie de névoa no ambiente da piscina.

Um dos sócios afirmou que o procedimento não faz parte da rotina da academia e afirmou estar em desacordo com as práticas recomendadas para o tratamento da água.

Possível erro do manobrista e versão dos sócios

De acordo com o depoimento prestado pelo responsável técnico da manutenção da piscina — um dos sócios que mais frequentava o local —, o manobrista realizava a aplicação dos produtos sob sua supervisão, mas que, no dia dos fatos, teria agido de maneira diferente do protocolo adotado normalmente.

Segundo o dono, ele viu através das câmeras de segurança que o manobrista, durante o preparo da solução, estava chacoalhando o balde com cloro em pó de um lado para o outro, fazendo com que saísse uma “névoa de pó de cloro” de dentro do recipiente.

Na sequência, ele conta que o homem permanece agitando o balde por alguns segundos, até que retorna ao depósito e pega um novo recipiente, com cloro diluído. Para o sócio, não faz sentido a ação do manobrista, uma vez que era desnecessário agitar o balde com o produto químico puro.

Ele também relatou que a academia fornece equipamentos de proteção individual aos funcionários, mas disse não saber por que o manobrista não os utilizava naquele momento.

Outro sócio informou que a gestão administrativa da empresa é separada da operação diária da academia e que só tomou conhecimento da gravidade do caso horas depois, quando foi avisado de que a aluna havia morrido.

A Polícia Civil apura se houve apenas erro individual do funcionário ou se existem falhas na supervisão e nos procedimentos adotados pela academia. Também estão sendo analisadas questões administrativas, como a regularidade da documentação de funcionamento do estabelecimento.

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