Shein afirmou que continuará a cooperar com o órgão regulador da UE • 16/05/2024REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

UE (União Europeia) abriu uma investigação formal sobre a varejista online chinesa Shein nesta terça-feira (17) por venda de produtos ilegais e preocupações com o design potencialmente viciante da plataforma, intensificando o escrutínio sob a rigorosa Lei de Serviços Digitais do bloco.

A medida baseada na lei que exige que as plataformas online façam mais para combater conteúdos ilegais e prejudiciais veio após a França ter instado o órgão executivo da UE, em novembro, a reprimir a venda de bonecas sexuais com aparência infantil na plataforma da Shein.

Desde então, a Shein interrompeu a venda de todas as bonecas sexuais em todo o mundo.

A empresa e sua rival chinesa Temu se tornaram os símbolos mais notórios das preocupações mais amplas com o fluxo de produtos chineses baratos para a Europa.

“A Lei dos Serviços Digitais mantém os consumidores seguros, protege seu bem-estar e os capacita com informações sobre os algoritmos com os quais estão interagindo. Avaliaremos se a Shein está respeitando essas regras e sua responsabilidade”, disse a chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, em um comunicado.

A Comissão sinalizou a possibilidade de uma investigação da UE no mês passado.

Medidas de segurança adicionais

A Shein afirmou que continuará a cooperar com o órgão regulador da UE e que investiu significativamente em medidas para reforçar a conformidade com a legislação da UE, incluindo a realização de avaliações de risco sistêmico e estruturas de mitigação, e o reforço da proteção dos usuários mais jovens.

“Além do aprimoramento das ferramentas de detecção, também aceleramos a implementação de salvaguardas adicionais em torno de produtos com restrição de idade”, afirmou a empresa, incluindo medidas de verificação de idade para impedir que menores visualizem ou comprem conteúdo ou produtos com restrição de idade.

A Comissão Europeia disse que investigaria os sistemas que a Shein implementou na UE para limitar a venda de produtos ilegais, incluindo possíveis materiais de abuso sexual infantil.

A investigação também se concentrará no design viciante da Shein, incluindo a concessão de pontos ou recompensas pelo engajamento, que podem ter um impacto negativo no bem-estar dos usuários.

A transparência dos sistemas de recomendação que a Shein utiliza para propor conteúdos e produtos aos usuários também será alvo de escrutínio por parte da UE.

Com informações da CNN.

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