
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que “o Irã não busca armas nucleares de forma alguma”, expressando esperança de que a comunidade internacional, especialmente os Estados Unidos, reconheça isso.
“Já afirmamos isso muitas vezes; minhas próprias declarações não são importantes. O que importa do ponto de vista ideológico é a política e a fatwa (decreto religioso) do Líder Supremo. De forma alguma buscamos armas nucleares”, comentou Pezeshkian à agência estatal IRIB na terça-feira (17).
“Qualquer que seja a forma de verificação que queiram realizar, estamos prontos para que ela ocorra”, adicionou.
Ao mesmo tempo, o presidente iraniano disse que o país não aceita ser impossibilitado de usar “a ciência e o conhecimento” na medicina ou para indústria e agricultura.
Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que “seja justo com todas as partes”.
O líder americano disse que enviou uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.
Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer “em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado”.
Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.
A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.
Trump alertou repetidamente que “atacaria com força total” se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava “pronto e armado”.
Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o “início de uma guerra”.
Com informações de CNN Brasil.







