“É importante que protejamos a integridade e a objetividade da nossa investigação enquanto trabalhamos com os nossos parceiros para apurar este alegado crime”, informou o chefe-adjunto de polícia Oliver Wright.
Andrew completa 66 anos nesta quinta. Até o momento, seus representantes não divulgaram posicionamento sobre a prisão.
Ligação com Epstein
E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que Andrew Mountbatten-Windsor – anteriormente conhecido como príncipe Andrew – compartilhou informações sensíveis e até mesmo sigilosas com Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante do comércio do Reino Unido.
A relação do filho da rainha Elizabeth II com o magnata norte-americano, morto em 2019 e que foi acusado e condenado por exploração sexual e tráfico sexual de menores, afastou Andrew da família real e de cargos públicos em seu país.
Nas mensagens trocadas entre o então Duque de York e o empresário e financista norte-americano, Andrew encaminha a Epstein dois relatórios de viagens que o membro da família real inglesa fez a países na Ásia. Os documentos foram feitos por uma secretária de Andrew.
A queda
A queda do terceiro filho da falecida rainha Elizabeth II começou em 2019, quando ele deixou a vida pública após a repercussão da amizade com o empresário Jeffrey Epstein (1953-2019), chefe de um esquema de exploração sexual de mulheres e jovens.
Andrew continuou com os patrocínios reais e títulos militares, além continuar residindo em Royal Lodge, mansão com 31 quartos. Em janeiro de 2022, Elizabeth II retirou de maneira definitiva todos os cargos militares concedidos a ele. A decisão ocorreu após veteranos das Formas Armadas pressionarem a monarca, em razão da denúncia de abuso sexual exposta por Virginia Giuffre, uma das vítimas do esquema de Epstein.
A vítima
Virginia acusava Andrew desde 2011, mas só em 2021 o caso de abuso sexual ganhou novas proporções. Ela afirmou que a forçaram a fazer sexo com o irmão do rei Charles por três vezes. Na primeira relação dos dois, a australiana tinha 17 anos.
O crime teria ocorrido em Londres, na mansão de Ghislaine Maxwell, namorada de Epstein e aliciadora do esquema de pedofilia. Já o segundo e o terceiro episódios teriam acontecido nas propriedades de Epstein em Manhattan e nas Ilhas Virgens, dos EUA, respectivamente.
Virginia chegou a recorrer à Justiça dos Estados Unidos e processar Andrew, que optou por fazer um acordo extrajudicial com a australiana, em fevereiro de 2022. Anos se passaram e em abril deste ano, Giuffre cometeu suicídio.
Momentos vividos por ela ao lado do ex-príncipe foram publicados no livro intitulado Garota de Ninguém: Memórias de Sobrevivência ao Abuso e Luta pela Justiça, em tradução livre.
As lembranças em torno da tragédia que marcou a vida de Virginia Giuffre, quando ainda era menor de idade, foram publicadas após sua morte. Entre recordações dos abusos sofridos, a australiana expôs detalhes de episódios que envolvem diretamente Andrew, como uma fotografia tirada e que foi usada por ela para provar o contato entre ambos. Com Metróles.