
A família de Virginia Giuffre, uma das principais denunciantes do esquema de exploração sexual de Jeffrey Epstein, pronunciou-se sobre a prisão do ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, ocorrida nesta quinta-feira (19/2). A declaração da família, que expressa gratidão à Polícia de Thames Valley, foi enfática: “Ninguém está acima da lei – nem mesmo a realeza. […] Para os sobreviventes de todos os lugares: Virginia fez isso por vocês.”
Andrew foi detido em sua residência em Sandringham, Norfolk, na Inglaterra, sob suspeita de “má conduta em cargo público” e em decorrência das investigações do caso Jeffrey Epstein. O episódio segue a divulgação de e-mails do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que indicam que Andrew compartilhou informações sensíveis e sigilosas com Epstein enquanto atuava como representante do comércio do Reino Unido, entre 2010 e 2011.
O Legado de Virginia Giuffre:
Virginia Giuffre faleceu na Austrália em abril de 2025, aos 41 anos, por suicídio. Mãe de três filhos adolescentes, ela se tornou uma figura central no caso Epstein, com seus relatos reveladores que não apenas sustentaram as denúncias contra o financista, mas também encorajaram outras vítimas a se manifestarem.
Giuffre alegou ter sido abusada sexualmente por Jeffrey Epstein a partir dos 17 anos e que, posteriormente, foi “passada de um lado para o outro como uma bandeja de frutas” entre poderosos, incluindo o ex-príncipe Andrew.
Em 2022, Virginia e o ex-príncipe firmaram um acordo extrajudicial, que teria envolvido a quantia de 12 milhões de libras (cerca de R$ 84 milhões).
Desde as revelações de sua proximidade com Jeffrey Epstein – que abusou e explorou dezenas de meninas, muitas delas menores, em suas residências e outros locais, e morreu na prisão em 2019 antes de seu julgamento – Andrew perdeu seus títulos reais e cargos públicos no Reino Unido, sendo removido da família real britânica.
Com informações de Metrópoles







