Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul revelou que os vestígios de sangue encontrados na residência de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, desaparecida desde o fim de janeiro, são de origem humana. Seus pais Dalmira Germann de Aguiar, de 70, e Isail Vieira de Aguiar, de 69, moradores de Cachoeirinha, Região Metropolitana de Porto Alegre, também estão sumidos desde o mesmo período.

A análise do sangue, realizada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS), ocorreu após os peritos coletarem gotículas de material sanguíneo na garagem da casa de Silvana. No local, também foi apreendido um celular. Agora, as amostras recolhidas passam por análise genética para verificar se o sangue pertence a algum dos três desaparecidos.

Há uma semana, integrantes da força-tarefa de investigação concederam uma coletiva de imprensa para divulgar os avanços das investigações acerca do desaparecimento da família e Anderson Spier, agente responsável pelo caso, detalhou sobre as hipóteses levantadas diante do sangue encontrado no local.

“A gente suspeitou de uma dividida corporal. Foram encontradas gotículas de sangue. Essas gotículas de sangue têm que ser devidamente entendidas no curso da investigação”, disse o delegado Anderson Spier durante a entrevista coletiva.

Após o laudo ser emitido e confirmar que era sangue humano, os delegados podem investigar sobre a possibilidade de embate ou confronto com o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana, que foi preso suspeito de envolvimento no sumiço da família.

Anteriormente, a corporação não podia comprovar com certeza que o sangue era humano pois havia pets dentro da residência de Silvana, no entanto, o laudo apontou para sangue humano. No momento, a PCRS apura o crime de homicídio como linha principal de investigação e mais detalhes não foram divulgados para não atrapalhar a investigação.

O que se sabe sobre o desaparecimento?

A investigação em torno da família se iniciou em 24 de janeiro, após Silvana desaparecer e deixar uma das únicas pistas sobre o sumiço no Instagram. Na rede social, ela fez uma postagem afirmando que havia sofrido um acidente de trânsito, quando voltava de Gramado, município da Serra Gaúcha.

No dia seguinte, Dalmira e Isail foram até a delegacia para registrar ocorrência sobre o desaparecimento da filha. Porém, encontraram a segunda delegacia de Cachoeirinha fechada e foram embora. Após isso, o casal não foi mais visto.

Um outro indício para corporação tratar o caso como crime e não somente desaparecimento é o fato do mercado de Cachoeirinha, do qual Dalmira e Isail são proprietários, estar fechado desde que o casal sumiu, em 25 de janeiro.Uma das principais hipóteses da investigação é de que Silvana não tenha viajado para Gramado e que a publicação sobre o acidente tenha sido feita por outra pessoa para despistar um possível crime.

Com informações de Metrópoles.

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